Ficou conhecido como “Rei do Rock & Roll” ou simplesmente “Rei do Rock” e é um dos ícones da música e cultura popular do século XX. Afinal, quem nunca ouviu falar de Elvis Presley? O Espalha-Factos relembra hoje, na rubrica Gira o Disco, a voz e a imagem de um artista que marcou e continua a marcar gerações.

Nascido em East Tupedo (Mississipi, Estados Unidos) a 8 de Janeiro de 1935, Elvis Aaron Presley foi o único sobrevivente de um parto de gémeos. A sua infância foi marcada pelos danos causados por um furacão que devastou a zona de Tupelo em 1936 e ainda a prisão do pai, de 1937 a 1941.

Elvis começou desde cedo a mostrar o seu talento em pequenos festivais e feiras de Mississipi. Com o reconhecimento que lhe foi sendo atribuído pela família e pelos próprios professores de música na escola, o pequeno Elvis encontrava inspiração nos ídolos Mario Lanza, Dean Martin e J.D. Sumner. Em 1948, a família Presley muda-se para Memphis, Tenessee, onde viveu num primeiro momento em condições precária.

É em Junho de 1953 que Elvis conclui o ensino secundário e, o então jovem-adolescente, não perde tempo, definindo desde cedo que o seu futuro seria no ramo da música. Logo no mês seguinte, grava algumas canções no Menphis Recording Service, da Sun Records. No ano seguinte, grava mais canções, impressionando e entusiasmando o produtor musical Sam Phillips, bem como o guitarrista Scotty Moore e o baixista Bill Black, que o acompanharão ao longo da carreira. À medida que as primeiras músicas vão passando pelas rádios locais, o sucesso de Elvis cresce exponencialmente. Ainda em Julho, o cantor é convidado para diversas entrevistas e dá o seu primeiro espectáculo.

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A década de 50 assiste, então, à ascensão de um dos maiores ícones de sempre da música popular. Depois dos sucessos iniciais de Blue Moon of Kentucky ou I Forgot To Remember To Forget, Elvis consagra a sua música e estilo rockabilly com grandes sucessos como Blue Suede Shoes, Love Me Tender, Hound Dog (1956) ou Jailhouse Rock (1957)

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A voz inconfundível e os movimentos de dança arrojados e polémicos depressa o levaram à fama mundial. Ainda na década de 50, em 1958, Elvis é chamado ao exército e enviado para a Alemanha Ocidental, onde permanece durante quase dois anos e onde conhece Priscilla Beaulieu, com quem se casaria em 1967.

De regresso aos Estados Unidos em Março de 1960, o cantor aposta na carreira como actor, participando em filmes como Flaming Star (1960), Wild In The Country (1961) ou Viva Las Vegas (1964). Para além das películas, Elvis contribuí também para diversas bandas sonoras de onde nascem singles de grande sucesso – como Can’t Help Falling In Love (1961)

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No final dos anos 60, a crítica aplaude as mudanças verificadas em Presley, reconhecendo um certo amadurecimento musical, lançando mesmo um álbum de gospel, que lhe vale um Grammy. A nível pessoal, o ano de 1968 marca o nascimento da única filha de Elvis e Priscilla, Lisa Marie Presley.

Las Vegas é o local escolhido pelo rei do Rock & Roll para um regresso aos palcos e ao contacto com o público, depois de 8 anos de paragem por opção. Os seus concertos tornam-se cada vez mais aprimorados e mais virados para o espectáculo, bem como as suas roupas, cada vez mais excêntricas e extravagantes. O regresso aos palcos trás a Presley o reconhecimento por parte de fãs e figuras públicas a um músico que se revelava como um dos melhores entertainers de sempre

A deterioração da sua saúde e o fim do casamento em 1972 contrastam com o sucesso estrondoso a nível profissional e constantes recordes de assistência aos seus concertos. O especial Aloha From Hawaii foi o primeiro espectáculo transmitido via satélite e foi visto por 14 milhões de espectadores, números estonteantes para a época e que evidenciam o sucesso global em que Elvis se tornou.

Enquanto a saúde e a vida pessoal se degradavam, Elvis não parava e são numerosos os concertos dados nos últimos anos de vida – sendo no entanto cada vez mais evidente a sua debilidade nas prestações. Los Angeles foi palco do seu último concerto, em Junho de 1977.

A disfunção cardíaca, aliada ao consumo cada vez mais abusivo de medicamentos culminou na morte de Elvis a 14 de Agosto de 1977, uma morte que chocou e comoveu o mundo.

Posto o ídolo, a lenda permanece bem viva até aos nossos dias. Remixes e gravações inéditas das suas músicas têm sido constantemente lançadas, obtendo grande sucesso entre as novas gerações. O legado que Elvis nos deixa não se encerra na música. O fenómeno em volta da sua figura marca-o como a primeira estrela da música popular alvo de uma mediatização e com uma mobilização de fãs e admiradores nunca antes vista. O legado de Presley vai influenciar cantores e compositores das gerações seguintes, que encontraram e continuam a encontrar inspiração neste ícone da cultura popular.

httpv://www.youtube.com/watch?v=Zx1_6F-nCaw