Vimos assistindo gradualmente ao exponencial crescimento, tanto qualitativa como quantitativamente, da cena extrema nacional, já longe do pioneiros Tarantula e afastando-se, cada vez mais, do monopólio imagético dos Moonspell. Deflagrando em todas as direcções, os metaleiros lusitanos acoplaram à linguagem musical os seus próprios matizes.

Este crescimento exige espaço próprio e liberdade de exposição, uma prerrogativa ouvida pelas promotoras nacionais, que se multiplicam em showcases e concertos de norte a sul neste pedaço de terra à beira mar plantado. Como tal, hoje, na República da Música, em Alvalade, augura-se uma explosão mefistofélica de adrenalina, acicatada por grandes nomes do metal nacional – é o Attitude Fest 2012.

A abrir as hostilidades estão os algarvios Sortilegiis, no activo desde 1995, que trazem, pela primeira vez, os seus hinos a Lisboa. Centrando-se num black metal melódico bastante groovy, de influências marcadamente nórdicas, têm dois EPs editados. A Vision of Mistery, em 1997, e Benighted, em 1999, são uma força de renome nos meandros da realidade musical algarvia.

De seguida, o colectivo que se pode orgulhar de ter tocado num dos mais nobres e famigerados festivais mundiais, exclusivamente dedicados à música pesada, o Wacken Open Air 2011. Os Seven Stitches, de Grândola, principais impulsionadores do Metal GDL, trazem à capital o seu mais recente trabalho, When the hunter, becomes the hunted, uma plêiade de cânticos corrosivos e contundentes, amplamente aclamado pela crítica especializada.

http://www.youtube.com/watch?v=OTcbv6bWrl4

Os Switchtense, da Moita, seguem-se ao death metal alentejano. Formados em 2002, estes jovens editaram o seu primeiroEP, Brainwash Show, em 2006, arrebatando de rompante o mundo metálico nacional. Tocaram em palcos por todo o país, com uma entrega absoluta dos fãs, que se renderam a esta mescla entre o hardcore nova-iorquino e o groove/thrash metal moderno. Gravaram mais dois trabalhos: Confrontation of Souls, em 2008, e um álbum homónimo, em 2011, com que assolaram Lisboa.

A fechar o cartaz temos Mindlock, outro colosso algarvio, de carreira já longa, que se iniciou nas lides sonoras em 1995, participando em vários concursos por todo o território nacional, lançando, em 2000, a sua primeira gravação, Manifesto, numa sonoridade muito própria, algo entre o nu metal e um speed/thrash metal bastante heterogéneo. Editaram, em 2003, o seu segundo trabalho, Ego Trip, e vêm mostrar aos alfacinhas o que de melhor se faz para o Sul, com o último registo, Enemy of Silence, de 2010.

Para a After Party, o barão do metal nacional e internacional, António Freitas, que se dedicará a animar as hostes, depois de uma noite de exímia técnica e brutalidade, demonstrando que metal rima com Portugal.