António Salvador, membro da Direção Geral da GfK, falou há pouco no Hoje, da RTP2, sobre a polémica do novo sistema de medição de audiências.

Será o Telejornal líder da informação? Porque é que a Marktest e a GfK apresentaram uma diferença de 404 mil espectadores para os resultados do noticiário da estação pública? Nuno Santos afirma que ninguém percebe essas divergências e refere que alguns estudos de mercado encomendados pela própria RTP confirmam os bons resultados da sua informação.

Questionado sobre como é possível o Telejornal ter mudado de primeiro para terceiro num só dia, António Salvador afirma que não sabe se estão certos os resultados, já que não os acompanha de forma regular. Argumenta que a GfK realizou testes nos últimos tempos e que, no dia 29, a CAEM afirmou que eles podiam seguir em frente, já que os resultados foram positivos.

António Salvador defende o seu painel de amostragem, encarando-o como o “mais fidedigno de sempre”: o recrutamento dos lares foi feito com o recurso a diversas variáveis. No entanto, admite que alguns lares de idosos têm tido mais dificuldade em colaborar, já que não conseguem adaptar-se bem ao sistema, o que obriga a GfK a fazer uma substituição desse lar. “Amanhã a informação será melhor do que hoje. Mas a CAEM entendeu que hoje já era melhor que a da outra [Marktest]”. António Salvador considera que a diferença de resultados entre GfK e Marktest advém simplesmente do facto da Marktest não estar a fazer um bom trabalho.

O diretor da GfK não conseguiu precisar o tempo que demoraria ao refinamento do painel e afirmou ainda que não terá nenhuma preocupação enquanto for só a RTP1 a contestar os resultados.