Amanhã assinala-se o 25.º aniversário da morte de Zeca Afonso. Por todo o país há ações de homenagem e tributo a um dos cantores de intervenção da Revolução de abril de 1974.

José Afonso, ou Zeca Afonso como vulgarmente é conhecido, nasceu em 1929 e durante toda a sua vida compôs, cantou e tocou. Além de músico, foi professor e ativista na luta contra a ditadura imposta por António de Oliveira Salazar.

Grândola Vila Morena é uma das suas composições mais conhecidas, principalmente por ter dado início à revolução de 25 de abril de 1974, que acabou com o regime ditatorial em Portugal e reestabeleceu a liberdade e a democracia. Zeca Afonso morreu em 1987, vítima de esclerose lateral amiotrófica, mas deixou um vasto legado musical que influencia novas e velhas gerações.

A Associação José Afonso é uma das principais promotoras das várias atividades que esta semana relembram a vida do intérprete. Em Lisboa dois eventos a destacar: O primeiro, no auditório da Biblioteca-Museu República e Resistência da Cidade Universitária – às 18 horas Viriato Teles, jornalista e escritor, evoca o músico numa sessão intitulada de Relembrar Zeca Afonso. À noite vários artistas cantam Zeca Afonso pelas 21 horas na Academia Santo Amaro, em Alcântara.

Na cidade onde o músico fez os seus estudos e iniciou a sua carreira musical e ação política, Coimbra, os festejos começaram segunda feira e desenrolam-se por toda a semana. Quinta-feira é dia de tertúlia no café Santa Cruz, onde participa João Afonso, neto de Zeca Afonso e atua a Tuna Académica da Universidade de Coimbra.

Em Bragança, os Departamentos de Português, Artes Visuais e Educação Musical da Escola Superior de Educação organizaram um série de sessões dedicadas ao músico e professor. Amanhã a tarde conta com momentos musicais, intervenções dos alunos de Línguas para Relações Internacionais, um manifesto por Zeca Afonso de Carlos Teixeira e José Afonso – Antecipar o futuro (re)criando, uma sessão protagonizada por Mário Correia, da Associação José Afonso.

O Theatro Circo de Braga homenageia Zeca Afonso e Adriano Correia de Oliveira, que desapareceu a 16 de Outubro de 1982. Um espetáculo de vários artistas, apresentado por Camilo Silva e Maria Torcato, que começa pelas 21h30.

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