Está lançada a contagem decrescente para o Festival da Canção 2012, apresentado por Sílvia Alberto e Pedro Granger. Os doze concorrentes estão escolhidos e algumas das músicas, finalizadas. A grande novidade deste ano é a existência de um tema aglutinador: o fado.

Definimos um conceito para o festival da canção (…) para dar algum sentido ao espetáculo. O conceito não poderia deixar de ser uma homenagem ao fado, património imaterial da humanidade”, explica Hugo Andrade, diretor de programas da RTP. Os doze temas não serão fados, mas terão este género como inspiração. Ainda não estando todos finalizados, os temas têm diversos estilos musicais entre si.

O método de seleção dos concorrentes foi também novo nesta 48ª edição do programa e não foram escolhidas canções associadas a cantores para participarem no certame. “Fizemos um casting de vozes e convidamos doze compositores para fazerem doze temas.”, informa o diretor de programas. “A oportunidade deve ser dada a anónimos e profissionais. É uma boa oportunidade de mostrar o trabalho dos nossos músicos além fronteiras.”, acrescenta.

Dos 400 participantes nas provas de Lisboa e Porto, foram eleitos nove. Ricardo Soler, Carlos Costa e Rui Andrade foram escolhidos através de candidatura direta, para cantores com trabalhos já editados e conhecidos do público.

Os compositores convidados foram atribuídos aos cantores por meio de sorteio para que houvesse “o desafio de tentar fazer uma canção que fugisse àquilo que os compositores estão habituados a fazer” afirma José Poiares, responsável pelo Festival da Canção 2012, acrescentando que foram convidados os compositores “que tivessem provas de que são bons. Tentámos trazer os melhores. Temos gente que normalmente não tem muito a ver com o Festival da Canção.”

A produção das músicas divide-se entre Ramon Galaza e Fernando Martins que afirma que “qualquer das canções é muito boa.

O público pode ir conhecendo as vozes e os nomes dos compositores pelo site da RTP mas, ao contrário de que se passou no ano passado, ouvirá as músicas pela primeira vez no direto de dia 10 de março, que este ano é transmitido de um estúdio e não de uma sala de espetáculos. O objetivo é oferecer um melhor momento televisivo. “Tem uma maior envolvência técnica e artística dentro do próprio espetáculo. Normalmente, só costumávamos ter dois momentos extra-concurso, este ano temos seis.”, conta José Poiares. Fica prejudicado o público ao vivo que terá de ser reduzido aos 200 lugares.

Na noite de festival, as contas para eleição do vencedor repetem-se de edições passadas. A votação do televoto vale 50% e prevalece, em caso de empate, sobre os 50% do júri nacional. Este júri é constituindo pelos júris distritais eleitos pela RTPque tem correspondentes espalhados pelo país inteiro” e que através deles escolhe os jurados, diz o responsável pelo programa. Este júri tem sido alvo de críticas e debate. Como em outras edições, é composto por elementos ligados à música e ao espetáculo. Quanto ao que garante a qualidade dos eleitos para o cargo, José Poiares atesta “as pessoas estão todas preparadas e sabem o que estão a ver.

A música que representará Portugal na primeira parte da segunda semi-final da Eurovisão irá participar em “muito mais que uma competição”, como diz Hugo Andrade. Ganhar não é essencial, diz, acrescentando mesmo que “vencer seria um problema porque não teremos condições de organizar um Eurofestival.