Hoje celebra-se o bicentenário do nascimento de uma grande figura da literatura inglesa: Charles Dickens. No Reino Unido, este dia é celebrado com vários eventos comemorativos e o Espalha-Factos não poderia esquecer esta data tão marcante.Na época em que Charles Dickens nasceu, a escrita ainda não era uma ocupação profissional e a maioria dos livros que circulava pelas mãos dos leitores era de autores anónimos. Apenas existiam 66 obras publicadas na Grã-Bretanha e a literatura não era muito considerada pela população. Durante 24 anos, o escritor mudou a forma como os romances eram entendidos e compreendidos pelos britânicos, através das leituras públicas que realizava nas ruas.

Com uma infância pobre, Dickens escreveu sobre o ambiente que o rodeava. Presenciou a prisão do seu pai pela falta de pagamento das dívidas e começou a trabalhar aos 12 anos na empresa Warren’s.

No século XIX, a Inglaterra atravessava tempos de crise e Dickens, imbuído nessa atmosfera, retratou eximiamente a árdua vida das classes sociais mais baixas. “Conseguiu convencer as pessoas a ler o que menos elas queriam ler” afirma o realizador e argumentista Paul Abbott, que realça a genialidade do escritor inglês.

Os seus romances perpetuaram personagens emblemáticas, que povoam o imaginário de todos, como David Copperfield ou o pequeno Oliver Twist.  Ainda hoje são aplaudidas em peças de teatro e musicais por todo o mundo.

Após dois meses encerrada para remodelações, a casa dedicada ao autor é hoje aberta novamente ao público. A antiga residência de Charles Dickens congrega a maior amostra de objetos que evocam o escritor, tais como manuscritos, edições raras e quadros.

O escritor deixou uma herança incálculável no mundo da literatura que, guardada na memória e nas páginas escritas, nunca vai ser esquecida.