As cortinas vermelhas abrem-se na Sala Garret do Teatro Nacional D. Maria II. Sílvia Alberto dá início à Gala Portugal Aplaude citando Fernando Pessoa: “Cultura não é ler muito, nem saber muito; é conhecer muito” diziam as palavras do poeta. O palco prepara-se para receber exemplos de destaque de entre as várias formas de arte que tiveram lugar no país em 2011.

Durante a gala foram diversas as áreas e os nomes que nelas se destacaram que mereceram a distinção do público. O Teatro, a Ópera, a Dança, o Humor, a Música, a Literatura, o Cinema, a Arquitectura, as Artes Plásticas,  as Festas Populares e a Magia mereceram o aplauso do país na noite do passado domingo.

Um dos momentos mais sentidos da noite fica marcado por Laurent Filipe, ao trompete. Por detrás dele passam os rostos que deixaram marca na cultura e que tiveram o ponto final no seu percurso de vida em 2011. Um momento em que sentimos saudade (ou Sôdade), sentimento que Sara Tavares viria a cantar com o famoso tema de Cesária Évora.

A Francisco José Viegas coube no final da cerimónia distinguir uma forma de arte que tivesse definido o ano 2011. O secretário de Estado da Cultura não deixou de destacar que “nada disto era possível sem os criadores” e que “sem criadores e sem autores não há futuro”.

A escolha recaiu, como seria expectável, no Fado, recém-nomeado como Património Imaterial da Humanidade. Mariza e Carlos do Carmo, os porta-vozes da candidatura, subiram ao palco para receber a distinção, protagonizando uma atuação de grande beleza que acabaria por encerrar o espetáculo.

Para Nuno Santos, diretor de informação da estação pública, a Gala Portugal Aplaude 2011 é uma boa forma de “celebrar a arte e os artistas”, sobretudo numa altura em que a crise nos faz esquecer a boa produção cultural que tem sido levada a cabo em Portugal.

Andreia Vale e Nuno Santos (Lux)

Para o diretor de Informação da RTP, a gala “é uma boa oportunidade para valorizar e para mostrar” a cultura portuguesa e para refletirmos a importância que ela representa no nosso quotidiano.

No final do espetáculo, Sílvia Alberto estava satisfeita com o trabalho realizado e confidenciou que achava que “a ideia desta gala era uma ideia muito feliz num ano em que sabemos que temos uma conjetura difícil para enfrentar” e destaca a importância do não esquecimento da importância da cultura para o nosso país.

Sílvia Alberto (Lux)

“Acho que demos provas que mesmo nas adversidades, não tendo muitos meios, daquilo que os criadores portugueses são capazes de fazer em palco. Foi um grande orgulho poder estar presente esta noite a apresentar esta gala”, rematou a anfitriã.

O Espalha Factos esteve presente no evento e falou com alguns dos protagonistas desta gala. A par e passo iremos disponibilizando nas ligações abaixo uma descrição do espetáculo, por categorias, bem como algumas conversas que tivemos oportunidade de realizar.

PARTE 1: TEATRO E ÓPERA

PARTE 2: DANÇA, HUMOR E MÚSICA

PARTE 3: LITERATURA E CINEMA

PARTE 4: FESTAS POPULARES, MAGIA, ARQUITETURA E ARTES PLÁSTICAS