O Manifesto 2083, assinado por Anders Breivik, deu origem a um dos mais negros dias da história norueguesa, com o massacre na ilha de Utoya, a 22 de julho do ano passado, a provocar a morte de 77 pessoas. Este manifesto, o fundamento teórico de uma campanha para “limpar” a Europa, terá agora espaço numa peça de teatro. 

Mesmo ao lado, na Dinamarca, o grupo teatral Café Teatret decidiu transformar em peça teatral os acontecimentos que ainda pairam sobre o país vizinho. É tudo em nome da cultura, porém esta decisão do grupo já está gerar uma enorme controvérsia. Os autores defendem que a peça é para «dar a conhecer parte deste episódio» político, mas a grande oposição afirma que este acontecimento ainda não aconteceu há tempo suficiente para ser feito o luto devido.

Recorde-se que esta não é a primeira vez que o atentado é utilizado como produto cultural. Está para ser estreado ainda este ano o filme Utoya Island, realizado pelo russo Vitaly Versace. Este é um filme que, pelos mesmos motivos, está a gerar imensa polémica nas redes sociais e já levou vários familiares dos falecidos no massacre a insurgir-se contra esta iniciativa.