Os Sétima Legião atuam a 29 de abril na Casa da Música, no Porto, e a 4 de maio no Coliseu de Lisboa, avança Rodrigo Leão.

O baixista e teclista da banda portuguesa confirmou ontem o regresso aos palcos dos seis músicos, que se preparam para uma digressão nacional de cerca de 10 concertos, como forma de assinalar o 30º aniversário do início da sua atividade.

Quando questionado sobre a possibilidade de um novo disco de originais dos Sétima Legião, Rodrigo Leão afirma que ainda não há planos traçados: «Nada está falado, para já são só estes concertos que estão em perspetiva».

Os Sétima Legião surgiram em 1983 e, graças à editora Fundação Atlântica,  logo lançaram o single Glória, que lhes permitiu obter algum destaque nas emissões das rádios nacionais. Escrita por Miguel Esteves Cardoso, a música antecipou o primeiro álbum do grupo, A um Deus Desconhecido, editado no ano seguinte.

Verdadeiramente pioneiros com o tipo de sonoridade que introduziram, emergiram na cena musical portuguesa quando o rock português vivia um momento de notória expansão, com nomes como Rui Veloso ou Trabalhadores do Comércio.

Deixando evidente a influência exercida pelo pop rock inglês e pelo efusivo ambiente criativo da Manchester de finais dos anos 70, os Sétima Legião aliam a estas características uma determinante preponderância da música tradicional portuguesa, que molda igualmente o seu imaginário musical.

Pedro Oliveira (voz e guitarra), Rodrigo Leão (baixo e teclas), Nuno Cruz (bateria), Gabriel Gomes (acordeão e guitarra), Paulo Marinho (gaita de foles, flautas), Ricardo Camacho (teclas e guitarra) e Paulo Abelho (percussão, samplers) preparam-se assim para revisitar, em concerto, temas dos afamados álbuns Mar D’Outubro (1987), Auto de Fé (1994) e Sexto Sentido (1999), fazendo a delícia dos fãs que há muito aguardavam por este prazeroso reencontro.

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