Estreia no próximo Domingo, dia 29 de Janeiro, um projeto inovador na televisão portuguesa. Este ano, durante 12 meses, a RTP 1 vai olhar para Grandes Histórias da Sociedade. Todos os meses, durante uma semana, a programação e a informação da RTP vão estar unidas a refletir sobre uma Grande História. A toxicodependência, o bullying, o abandono de idosos e o desemprego são alguns dos temas que estão em análise na antena da estação pública.

Com esta iniciativa, a estação pública pretende alertar e ajudar a compreender melhor o que envolve alguns dos assuntos mais importantes para a vida na sociedade atual. Através da informação com a grande e pequena reportagem, com o olhar de todos os intervenientes que fazem a diferença em cada tema, em diferentes programas da RTP1 e RTP Informação, como Prós e Contras, 30 Minutos e Linha da Frente. E através da ficção com um conjunto de doze telefilmes que mostram o retrato ficcionado de Grandes Histórias.

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A ideia de cruzar ficção nacional com informação surgiu no final do trimestre passado. Serão 12 temas a abordar durante os 12 meses do ano. Estas são histórias de todos nós. A nossa intenção é sensibilizar as pessoas para temas que nos parecem, às vezes, distantes“, explicou Hugo Andrade, diretor de programas da RTP.

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Este mês de janeiro, em Grandes Histórias – Toda a Gente Conta, viciados na net e vidas que mudam num click são o tema em análise. Tema que esteve na origem do telefilme A Princesa, a exibir pela RTP1 no serão de dia 29 de janeiro. Ao longo da semana, o tema será debatido em vários espaços noticiosos.

Este primeiro telefilme, da autoria de Vítor Elias, conta a história de Vera, uma adolescente de 15 anos, uma rapariga feliz: popular na escola, boa estudante, sempre com boas notas, é a filha ideal, a princesa dos seus pais. Estes, a professora do secundário Maria Xavier e o seu marido, o juiz desembargador Henrique Xavier, adoram-na. A mãe admira imenso o percurso escolar sem mácula da filha, o pai admira a maneira como ela sempre cumpriu os seus deveres e está perfeitamente integrada na sociedade.

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Simpática e carinhosa para os pais, que nunca tiveram qualquer razão de queixa. Costuma passar horas no quarto, em frente ao computador, a navegar nas redes sociais da internet, mas fá-lo apenas após estudar, fazer os trabalhos de casa, colocar os pratos na máquina de lava-loiça, após cumprir todos os seus afazeres sem uma queixa, até de boa vontade, exemplarmente.

Por que razão haveriam de estar preocupados? A Princesa levanta assim algumas questões pertinentes. Qual a verdadeira influência da internet e das redes sociais no comportamento dos mais jovens? Vivendo os jovens hoje em dia praticamente num mundo virtual, paralelo, será que os pais conhecem ainda os filhos que têm em casa? O que podemos fazer para proteger os nossos filhos de si próprios, da arrogância típica da adolescência, que hoje, devido às novas tecnologias, pode ter resultados incontroláveis e mesmo trágicos? Será que para proteger um filho é aceitável fazer tudo, mesmo quebrar as leis? Não conhecendo os nossos filhos hoje em dia, será que, mesmo querendo, possamos sequer salvá-los?

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Neste primeiro telefilme, Joana Metrass será Vera Xavier, a personagem principal. Pepe Rapazote será Henrique, o seu pai, um juiz na casa dos 50, um homem austero, muito trabalhador, mas afável para com a filha. Habituado a pensar em si como uma pessoa que consegue perceber nos réus quem está a mentir ou não, fica em choque quando percebe que não conseguiu fazer isso com a própria filha. Culpa-se intimamente por ter dado sempre primazia à sua carreira e ter tido a filha muito tarde, pensando que se calhar é por isso, devido à grande diferença de idades entre ambos, que não consegue entender a sua mentalidade o novo mundo onde ela vive.

Já a mãe, Maria Xavier, será interpretada por Mafalda Vilhena. Esta personagem, uma professora, adora a filha. Mas sente-se também ela culpada por, como professora, ser o seu dever educar crianças como alunos mas também como cidadãos, quando aparentemente não conseguiu sequer fazer isso com a própria filha. Para além dos referidos atores, fazem ainda parte do elenco Sara Butler (Catarina Melo, a melhor amiga de Vera) e Miguel Santiago (Gonçalo Costa, um estudante de outro colégio, conheceu a Vera pela internet e “namora” com ela).

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Em Fevereiro, Incógnito irá abordar a questão dos testes de paternidade, num telefilme de Artur Ribeiro protagonizado por Lúcia Moniz, Pedro Laginha e Guilherme Filipe. Neste telefilme, Lúcia (Lúcia Moniz)  descobre que está grávida, mas não o diz de imediato ao seu companheiro, Frederico. A altura não é a melhor e a gravidez não foi planeada. A sua mãe, Matilde, está gravemente doente numa fase terminal de cancro, e é a ela que Lúcia conta o seu estado, o que leva a uma conversa sobre o pai desconhecido de Lúcia.

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Em Março, Jogos Cruéis irá abordar o tema do bullying a que inúmeros jovens são sujeitos em Portugal. Conta-nos a história de duas famílias afetadas pelo fenómeno do cyberbullying: a da família de uma vítima, Vasco (13), e a da família da sua principal agressora e colega de turma, Raquel (14), que acaba igualmente por se tornar um alvo de maus tratos. Os sentimentos de vergonha, revolta e culpa dos intervenientes na história, e ainda a dificuldade dos pais em perceber a realidade em que os filhos vivem, vão marcar o dia-a-dia destas duas famílias. Escrito por Alexandre Castro, este telefilme conta com António Sanches, Cristina Carvalhal, Ivo Lucas, Inês Faria, António Carneiro, António Carneiro e Sofia Portugal.

Depois destes três primeiros telefilmes, os temas tratados nos restantes 9 meses do ano serão:

Abril – Emigração
Maio – Endividamento Familiar
Junho – Velhos São Os Trapos (Abandono de Idosos)
Julho – O Primogénito (Doenças Raras)
Agosto – Insegurança
Setembro – Mudar de Vida
Outubro – Violência Doméstica
Novembro – Encosta-te a Mim (Toxicodependência)
Dezembro – Solidão