Os Artistas Unidos estrearam ontem (18 de janeiro) no Teatro da Politécnica, a peça Dias de Vinho e Rosas de J.P. Miller, numa versão de Owen McCafferty.

A ação da peça encenada por Jorge Silva Melo situa-se na década de 1960 e debruça-se sobre a história de Donal e Mona, dois jovens de Belfast que se conhecem quando estão no aeroporto de partida para Londres à procura de uma vida melhor. Aí a paixão cresce.

Contudo, com o desenvolver da relação acabam por, mutuamente, se agredir e se destruir por solidão, tendo o álcool como elemento que impulsiona esta desagregação enquanto casal.

A versão apresentada por Owen McCafferty é a terceira versão de uma peça escrita em 1958 para televisão por J.P. Miller, cujos direitos para adaptação ao cinema foram comprados pelo ator norte-americano Jack Lemmon que, juntamente com Lee Remick, o protagonizou, num filme de 1962 realizado por Blake Edwards.

Em 2005, o dramaturgo irlandês Owen McCafferty adaptou a peça, que agora os Artistas Unidos colocam em cena.

As gravuras projetadas da autoria de Bartolomeu Cid dos Santos, um artista português que conheceu a cidade de Londres dos anos 60, servem de cenário onde Maria João Falcão e Rúben Gomes interpretam este casal em destruição, acompanhados pela actuação ao vivo do músico Paulo Curado.

A peça estará em cena até 25 de fevereiro, com sessões às quartas pelas 19 horas, quintas e sextas às 21 horas e aos sábados com sessão dupla às 16 e às 21 horas.