Depois das notícias recentes sobre a reestruturação da agência Lusa e do encerramento da revista Focus, é a vez do Diário Económico avançar com um plano de rescisões.

De acordo com a agência Lusa, a detentora do Diário Económico, a  Económica SGPS, vai avançar para um programa de rescisões voluntárias de modo cortar “um pouco mais de metade” de 2,1 milhões de euros.

Para esse processo de redução de custos e para assim atingir os 2,1 milhões de objetivo de poupança anual, os cortes de despesas em recursos humanos rondarão cerca de um milhão de euros.

Negando a existência de uma lista de pessoas a despedir no Diário Económico, a empresa está a convidar pessoas a rescindir voluntariamente com o objetivo de preservar o “core” do jornal – as secções de economia, finanças e empresas.

Em comunicado, a empresa explica que “não estamos imunes à conjuntura”, apontando a redução de investimentos do mercado da publicidade na imprensa, que registou em 2011 uma contração de 15 por cento. A Económica espera que a tendência negativa se mantenha no ano de 2012, com valores a rondar os 10 por cento.

O conselho de administração da Económica SGPS pretende, com este processo, reunir condições para manter a sustentabilidade da empresa e garantir postos de trabalho, para que seja possível ultrapassar este período particularmente gravoso que estamos a viver“, afirma a empresa em comunicado enviado à comunicação social.

A decisão foi comunicada ontem ao conselho de redação do jornal pelo seu diretor, António Costa, que revelou que a poupança será conseguida com cortes em “colaborações, colunistas e rescisões”.

O diretor deu a garantia ao conselho de redação do jornal que “nenhuma pessoa” seria convidada a rescindir sem o seu aval e que o jornal “até admite a possibilidade” de reforçar as secções consideradas centrais, “caso surjam boas oportunidades no mercado”. “O objetivo é que o Diário Económico não perca qualidade nem a liderança”, rematou António Costa.