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Espalha-Factos elege os 10 filmes do ano

Em época de balanços, também o Espalha-Factos faz a sua avaliação do ano cinematográfico. De entre os filmes estreados nas salas nacionais em 2011, os nossos redactores elaboraram o seu Top 10.

São estes os dez melhores filmes do ano para o Espalha-Factos:

1. Drive – Duplo Risco, de Nicolas Winding Refn

“Terrivelmente belo, genialmente violento, assim é Drive – Duplo Risco, o exemplo do melhor cinema que se fez em 2011 (ou porque não dizer, nos últimos tempos).”, Inês Moreira Santos

“É existencialismo cor-de-rosa mas continua a ser existencialismo. Demasiado fogo de artifício quase poderia estragar um objecto que é mais para ser sentido do que pensado.”, Francisco Garcês

2. Blue Valentine – Só Tu e Eu, de Derek Cianfrance

“À primeira vista, Blue Valentine pode parecer apenas mais uma história de amor a juntar a todos os filmes do género já realizados. Mas Derek Cianfrance quis fazer muito mais que isso. Acima de tudo, esta é uma história emocional, muito realista, crua e que, ao mesmo tempo, consegue ser tão bela e tão triste.”, Inês Moreira Santos

“Ainda há uma ténue esperança para o cinema americano falar sobre as peculiaridades de uma relação. Cena memorável de Ryan Gosling singing goofy e Michelle Williams tap dancing.”, Francisco Garcês

3. As Serviçais, de Tate Taylor

“Encantador, comovente, mas, mais que isso, As Serviçais consegue contar a história a que se propõe da melhor forma possível, com momentos de humor muito bem conseguidos, mas sempre sem cair em exageros e não esquecendo que se está perante um drama. Atenta a pormenores importantes, tomando o tempo necessário com cada caso, com cada personagem, o filme nunca deixa que uma das três protagonistas se sobreponha às outras duas. São as três “heroínas” que dão uma lição de coragem a qualquer um que veja este filme. Um filme para rir e chorar, e onde as mais de duas horas passam a correr.”, Inês Moreira Santos

4. Meia-noite em Paris, de Woody Allen

“Mais que um estudo sociológico, Meia-noite em Paris é uma experiência cinematográfica, que joga com as já tão recorrentes possibilidades do cinema caminhar pelo espaço e pelo tempo à velocidade da luz. Desta forma, Meia-noite em Paris vem juntar-se a um leque de experiências narrativas que Allen tem vindo a realizar ao longo da sua carreira. Nela temos tudo o que caracteriza o realizador, em termos de narrativa. Relações atribuladas, ou pelo menos duvidosas. Uma mistura recorrente do cenário com o fluxo narrativo.”, Francisco Noras

5. O Discurso do Rei, de Tom Hooper

O Discurso do Rei detém uma magia que é inerente aos grandes clássicos, e consegue reunir a tríade capaz de elevar qualquer filme à excelência: uma narrativa apaixonante, uma qualidade técnica brilhante e, claro, um elenco de luxo. Ao produzir a história de um rei que procura a sua voz, O Discurso do Rei faz-nos ouvir uma história que merece ser contada.”, Marta Miranda

6. Somewhere – Algures, de Sofia Coppola

Sofia Coppola traz um objecto que, para muitos, põe à prova as fronteiras do próprio cinema. Mas, se Somewhere causa alguma estranheza como objecto cinematográfico, é para redefinir e fazer avançar um pouco mais o cinema em relação aos títulos mais convencionais. Um filme que nada tem a dizer ou filme sobre o nada?”, Francisco Garcês

7. Inquietos, de Gus Van Sant

“Já a câmara de Gus Van Sant nos fez tecer maiores elogios mas, ainda assim, estamos perante um universo de um cineasta que trata a adolescência por tu, quer metafórica ou literalmente.”, Francisco Garcês

“Apaixonante, mais uma vez, a familiaridade com os adolescentes, e a morte, tratada também de forma diferente do habitual. Fotografia e banda sonora são a cereja que põe o filme no topo.”, Renata Curado

8. Cisne Negro, de Darren Aronofsky

“Na procura da perfeição e, mais do que isso, do seu verdadeiro eu, não será só Nina que se torna paranóica e louca. O espectador, para além de ficar inevitavelmente muito envolvido na história, também se irá perder entre espelhos, alucinações, medos, e irá ele próprio, duvidar do que realmente está a acontecer.”, Inês Moreira Santos

9. Sangue do Meu Sangue, de João Canijo

“Não há muitos laços tão fortes como os laços de família, mas estes nem sempre são tão inquebráveis como aparentam. Em Sangue do Meu Sangue, João Canijo faz o retrato de um país através de uma família fragilizada, ao mesmo tempo que enaltece a figura feminina e faz a apologia do amor incondicional. Um filme de interpretações que não nos pode deixar indiferentes, pois trata da história de todos nós.”, Raquel Silva

10. 50/50, de Jonathan Levine

“Um dos melhores do ano, a prova viva de que a rara combinação perfeita de comédia e drama é possível na 7ª arte. 50/50 assume-se como uma obra-prima profundamente emocionante através de um argumento bastante interessante, das interpretações notáveis, com destaque para o fabuloso desempenho de Gordon-Levitt no papel principal, e dos óptimos diálogos. Uma produção perfeitamente bem conseguida, uma das melhores surpresas dos últimos tempos.”, Fernando Cardoso

Aqui fica a tabela com mais detalhes sobre as preferência dos redactores do Espalha-Factos. Para consultar os tops individuais de cada redactor, clique aqui.

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