O clássico que marcou a infância de uma geração, regressa 17 anos depois ao grande ecrã para encantar os mais novos e matar as saudades dos mais velhos. Agora em 3D e depois de redobrar o sucesso nos Estado Unidos, O Rei Leão levará muitas famílias portuguesas ao cinema, que se deixarão encantar (uma vez mais) pela história de Simba.

 

Por muito que o marketing esteja em jogo quando se fala deste tipo de “regresso ao cinema” de grandes clássicos em 3D, como já se prepara também para a A Bela e o Monstro e Titanic, uma coisa é certa: é um regalo voltar a ver estas obras numa sala de cinema. É voltar a sentir a magia na íntegra, principalmente nos filmes de animação.

A história de O Rei Leão já todos conhecem. Quando Simba, o filho do rei Mufasa, nasce, torna-se imediatamente uma ameaça para Scar, o seu tio, que tanto ambiciona subir ao trono. Depois da morte do pai, Simba, incentivado pelas mentiras de Scar, deixa o reino e conhece o suricata Timon e o javali Pumbaa, aprendendo a viver de uma forma diferente, segundo as “leis” do Hakuna Matata. Mas com a subida ao trono de Scar, os problemas no reino tornam-se muito graves e Simba terá de tomar decisões.

O clássico da Disney, vencedor de dois Óscares em 1995, regressa agora em 3D, facto que tem gerado polémica entre fãs e não fãs desta tecnologia. O certo é que a conversão não funciona assim tão mal como se poderia esperar, aliás, os efeitos são de bastante qualidade, principalmente no início do filme, perdendo-se um pouco a determinado momento. Contudo, vale a pena apreciar (principalmente) as imagens tridimensionais que acompanham o primeiro tema do filme, Ciclo sem Fim, que nos colocam (mais ainda) dentro do reino de O Rei Leão.

De qualquer forma, e deixando o 3D de parte, esta é uma óptima oportunidade para levar famílias inteiras ao cinema: a geração que cresceu com O Rei Leão, que continua, certamente, a emocionar-se como da primeira vez, irá recordar a infância; os mais pequenos, que podem mesmo desconhecer a história de Simba, terão contacto com outro tipo de animação; e os pais (alguns dos quais ainda poderão ter feito parte dos que, nos anos 90, o viram no cinema) e avós, poderão reviver, no grande ecrã, este clássico de animação.

 

Os valores, o bem e o mal, o certo e o errado, a amizade, continuam actuais e bem presentes, fazendo deste um filme intemporal que vale a pena ver e rever. Sem esquecer, claro, a fantástica e inesquecível banda sonora, que, estou certa, todos ainda sabem de cor. Temas como Hakuna Matata ou Can You Feel the Love Tonight (entre tantas outras canções) ficarão para sempre na memória de todos.

Um dos filmes de animação mais queridos do público está então de volta e ninguém deverá perder a oportunidade de cantar e deixar-se encantar, mais uma vez, com O Rei Leão.

8.5/10

Ficha Técnica:

Título original: The Lion King

Realizado por:  Roger Allers, Rob Minkoff

Escrito por: Irene Mecchi, Jonathan Roberts, Linda Woolverton

Elenco (versão portuguesa): Carlos Freixo, André Maia, José Raposo, Rogério Samora, Cláudia Cadima, Fernando Luís

Elenco (versão original): Matthew Broderick, Rowan Atkinson, Niketa Calame, Jim Cummings, James Earl Jones, Nathan Lane, Ernie Sabella, Jeremy Irons, Robert Guillaume

Género: Animação, Aventura, Comédia

Duração: 89 minutos

Crítica escrita por: Inês Moreira Santos