O Fado foi considerado pela organização UNESCO Património Imaterial da Humanidade. A candidatura foi aprovada hoje durante o VI Comité Intergovernamental da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura.

O Fado foi distinguido enquanto tradição e expressão da identidade da cultura de um país. Os peritos consideraram a candidatura portuguesa exemplar. Para o Presidente da República, Cavaco Silva,  esta decisão representa “um motivo de orgulho para todos os portugueses”.

António Costa, actual presidente da Câmara Municipal de Lisboa proferiu as seguintes palavras, em Nusa Dua (Balí, Indonésia), onde decorreu a cerimónia: “O fado é um elemento importante da nossa identidade e um enorme contributo para a cultura mundial. E, acima de tudo, as comunidades do fado incentivaram o processo e nele participaram. Esta decisão traz-nos uma enorme responsabilidade, a responsabilidade de preservar e promover o fado como uma grande marca da diversidade do património humano”. Disse ainda que foi um “grande tributo que a UNESCO prestou aos fadistas” e “Finalmente tocou-se o fado”.

Foi Pedro Santana Lopes quem lançou as bases desta candidatura do fado a Património Imaterial da Humanidade, tendo por embaixadores grandes nomes como Carlos do Carmo e Mariza. A 28 de Junho do ano passado esta candidatura foi oficializada perante a Comissão Nacional da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura. Dois meses depois chegou à sede da UNESCO, em Paris.

Estranha Forma de Vida foi o fado que chegou, por vontade de António Costa, às várias delegações em Balí, depois do agradecimento pela distinção.

“Acho que foi a melhor forma de homenagear aqueles que têm de ser hoje homenageados. São aqueles que têm feito o fado e que são os fadistas. E aquela Estranha Forma de Vida é uma homenagem a todos”, explicou o Presidente da Câmara de Lisboa.

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