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Ainda acreditas na magia do Natal?

Não sei muito sobre filmes de Natal, sobre o Natal em si e, sobretudo, definir o que sinto nesta época. Mas, uma coisa é certa: o novo filme de Sarah Smith, Arthur Christmas, tem a capacidade de nos envolver no espírito natalício mesmo que ainda falte um mês para o dia especial.

Quando éramos crianças, todos queríamos acreditar que o Pai Natal existia. Que os trenós existiam. Que as renas existiam e que, de 24 para 25 de Dezembro, as prendas eram todas entregues até minutos antes de acordarmos. Ora, na verdade, é essa essência e essa verdade que o filme Arthur Christmas quer transmitir.

O filme conta a história do filho mais novo do Pai Natal, Arthur, que terá que terminar a missão do seu pai na noite da véspera de Natal. De uma tarefa complicada como andar pelo mundo inteiro a distribuir prendas a todas as crianças, bem ou mal comportadas, o objectivo de toda a equipa do Pai Natal é, então, que não falhe nenhum presente. Desse modo, todas as questões surgem: Como é que o Pai Natal consegue distribuir as prendas todas numa só noite? Conseguirá ele não se esquecer de nenhuma criança?

Este filme de animação da realizadora britânica transporta-nos até ao Pólo Norte onde todas as operações de Natal são feitas e aperfeiçoadas a todo o instante, desde o receber das cartas ao envio das prendas. Numa versão moderna, o filme consegue cativar a atenção do espectador pela imprevisibilidade do enredo e pela tentativa de se aproximar ao que todos sempre pensámos sobre a distribuição dos presentes e, consequentemente sobre o Natal em si. É curioso que, com o desenvolvimento da tecnologia, o próprio Natal passa a ser, também, afectado por isso, sofrendo, assim, as suas consequências negativas.

Mas, algo correu menos bem na entrega dos presentes e ficou um presente por entregar a uma das crianças que acredita na verdadeira magia do Natal. Apesar de todos quererem ignorar o sucedido, Arthur não quer que essa menina deixe de acreditar no Natal e reúne todos os esforços que consegue para que, e à maneira antiga, a criança tenha o seu presente antes de acordar.

Arthur Christmas é uma comédia familiar que poderá ser considerado um clássico de Natal da nova geração. Com uma banda sonora bem natalícia e com todos os cenários a condizer, este é um filme que fará rir miúdos e graúdos. Envolvendo-nos nas suas aventuras, Arthur e o Avô Natal atribuem um ritmo ao filme que, na minha opinião, mais nenhuma personagem consegue e, por isso mesmo, Arthur Christmas enriquece um pouco mais o nosso imaginário. Passamos a estar do lado de quem trata dos presentes. E essa sensação de sujeito activo está presente nas imagens em 3D, nos vários planos, na voz dos duendes, no zoom em determinados objectos, na passagem por realidades próximas de nós. Diria, então, que a verdadeira essência do Natal está presente neste filme.

Com um elenco vocal composto por Albano Jerónimo, Ana Vieira, Paulo Pires, Sinde Filipe, João Maria Pinto e Ermelinda Duarte, a versão portuguesa não fica aquém da original, fazendo jus a todo o enredo construído, e dando largas à imaginação do espectador.

Ora, mesmo a quem não acredita no espírito natalício, aconselho o visionamento do filme no cinema, nem que seja pela experiência do 3D que, a meu ver, foi muito bem aplicada neste filme. Ou, então, por ser um filme de animação que nos aquece sempre um bocadinho a alma pela ingenuidade e inocência que comporta.

7/10

Ficha Técnica

Título Original: Arthur Christmas

Realizador: Sarah Smith

Argumento: Peter Baynham, Sarah Smith

Elenco (versão original): James McAvoy, Hugh Laurie, Jim Broadbent, Bill NighyImelda Staunton, Ashley Jensen

Elenco (versão portuguesa): Albano Jerónimo, Ana Vieira, Paulo PiresSinde Filipe, João Maria PintoErmelinda Duarte

Género: Animação

Duração: 97 minutos

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