Decorreu ontem no cinema São Jorge a Gala de Encerramento do Queer Lisboa 15 – Festival de Cinema Gay e Lésbico. Para além da exibição de Taxi zum Klo, feito por Frank Ripploh na década de 80, foram também anunciados os vencedores das categorias em competição.

O prémio para melhor longa metragem de ficção foi atribuído a Rosa Morena, através de um júri composto por Beatriz Batarda, Albano Jerónimo e Sam Ashby. Este prémio, patrocinado pela Absolut  Vodka, teve o valor de 1000 euros. A história tem por base “o corajoso e honesto retrato da luta desesperada e, por vezes perigosa, de um homem gay pelo seu direito a ser pai, tendo como pano de fundo o extraordinário cenário das favelas de São Paulo” e, segundo o júri, este foi o filme que “mais (n)os desafiou e que levantou o maior número de complexas questões morais”.

O mesmo júri atribuiu ainda um prémio de Menção, seleccionando como Melhor Actor o chileno Roberto Farias, pela sua interpretação no filme Mi último Round e o prémio de Menção para Melhor Actriz foi atribuído a Corinna Harfouch pela sua “interpretação sólida, económica e contida, da jornada de uma mãe para encontrar o seu filho enquanto lida com uma profunda inquietação interior” no filme Auf der Suche.

O prémio para o Melhor Documentário foi para I Am, um filme indiano de Sonali Gulati. O júri era composto por Miguel Gonçalves Mendes, Claudia Mauti e Franck Finance-Madureira, sendo o prémio atribuído pela RTP2 e traduzindo-se num valor monetário de 3000 euros.

A cargo do público estava o Prémio para a Melhor Curta-Metragem, atribuído a  Eu Não Quero Voltar Sozinho,  uma ficção brasileira que obteve uma média de 8,7 , numa escala de um a dez.

Terminou assim o Queer Lisboa 15, ao fim de nove dias de sessões, nesta edição especial de aniversário que levou ao cinema São Jorge  cerca de 8000 espectadores.