Decorreu ontem, no Rossio, um protesto que juntou cerca de 300 pessoas em frente ao Teatro Nacional D. Maria II.

Tendo-se iniciado por volta das 17 horas, o protesto reuniu artistas, figuras ligadas à cultura e cidadãos que posteriormente se juntaram ao movimento. O objectivo, dizem os organizadores, é “defender a arte em tempos de crise” e, por isso, encenou-se um funeral (o da Cultura), ao som da guitarra portuguesa.

Para este funeral encenado, contou-se com um grupo de estudantes de Teatro, entre os quais André Sousa, que considera que “a Cultura não deve sofrer pelo estado do país”, para além de algumas figuras mediáticas como Filipe Crawford e São José Lapa, encenadores.

Entre as frases de ordem, estampadas ou proferidas, estavam “Luto pela Cultura” e “Lutar, lutar para a arte continuar”.

Apesar do protesto ter sido realizado em Lisboa, os organizadores apelaram à extensão deste a outras cidades, como aconteceu nas Caldas da Rainha, durante o primeiro ArtShow, uma exposição onde artistas e artesãos trabalham ao vivo. Depois da leitura do manifesto do movimento, houve ainda tempo para uma fotografia de grupo, ostentando bem que “Artistas e Públicos (estão) Indignados”.

Este movimento conta com o apoio de inúmeros artistas, como por exemplo Pedro Abrunhosa, mas não só – médicos, ex-deputados e arquitectos juntam-se também à causa. Qualquer pessoa pode aderir ao movimento, quer seja artista ou apenas um cidadão indignado, sendo a Internet a forma primordial de divulgação de informação.