As suspeitas foram confirmadas: PJ Harvey vence o prémio Mercury Prize, pela segunda vez na sua carreira, com o álbum Let England Shake.

Foi a primeira vez que um artista vence duas vezes este prémio de “melhor álbum do ano”. PJ Harvey havia já vencido em 2001, com o álbum Stories from de city, stories from the sea.

Ao agradecer o prémio PJ relembrou o triste motivo pelo qual não esteve presente na cerimónia de 2001: «É muito bom estar aqui, já que há dez anos a 11 de Setembro eu estava em Washington a ver o Pentágono a arder através da televisão do hotel.»

Na cerimónia deste ano estiveram presentes todos os nomeados, menos Adele, por se encontrar doente. PJ recebeu o prémio e actuou tal como os restantes artistas presentes.

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Let England Shake, o seu álbum vencedor é também um reflexo dos ataques terroristas de 11/9, da guerra, um assunto que certamente muito marcou a cantora Polly Jean, que disse estar muito contente por ver aquele álbum reconhecido: «Isto faz-me muito feliz e dá-me vontade de continuar com o meu trabalho como sempre fiz, com muito cuidado e seriedade.»

O júri Simon Frith disse que o álbum era completo e «Todas as músicas estão relacionadas entre si e não há nada que possas imaginar a mudar.», entre outros comentários positivos. Veja aqui o vídeo da decisão do júri:

httpv://www.youtube.com/watch?v=vpkh0kORUDk&feature=player_embedded

Não foi o ano de Adele, que com apenas dois álbuns foi considerada Artista Revelação e Melhor Vocalista Pop Feminino, recebendo os 2 Grammy; Elbow,  que já venceram este prémio em 2008; Ghostpoet; Tinie Tempah; James Blake; Anna Calvi (que regressa ao nosso país neste mês); King Creosote & John Hopkins; Everything Everything; Gwilym Simcock; Metronomy e Katy B.

O Mercury Prize foi criado em 1992, premeia a qualidade e criatividade dos álbuns dos artistas britânicos e não o número de cópias vendidas. O ano passado The XX venceram com  o álbum homónimo o prémio de 23 mil euros.