No dia em que se comemorariam os 65 anos de Freddie Mercury, caso fosse vivo, não podemos deixar de relembrar um dos ícones da música de todos os tempos. O vocalista dos Queen, o homem, o talento e energia em palco, a estrela que fazia o mundo vibrar, a lenda que cessou de existir a 24 de Novembro de 1991, mas nunca foi esquecido.

«I won’t be a rock star. I will be a legend.», disse sabiamente Freddie Mercury. Hoje em dia, quando olhamos para o seu percurso, só podemos concordar com ele. Freddie gostaria de ser relembrado como um músico de talento («When I’m dead, I want to be remembered as a musician of some worth and substance»), e isso foi conseguido igualmente. Nem poderia ser de outra maneira.

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O vocalista dos Queen é hoje relembrado e o clássico de 1978, Don’t Stop Me Now, ecoa pelo mundo, através de mais um doodle do Google. Sobre o vídeo, Ryan Germick, designer do Google, declarou: «O vídeo tem muita coisa divertida e pateta, para celebrarmos o grande compositor, ícone de moda e inovador musical que [Freddie Mercury] foi.»

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5 de Setembro de 1946 foi o dia em que nasceu Farrokh Bulsara, em Stone Town (Zanzibar). A sua obra é interminável e as suas músicas mais conhecidas verdadeiros clássicos do rock. É recordado como uma grande voz e por outros como excêntrico, sentimental, grande compositor e letrista ou “animal de palco”.

A verdade é que Freddie era isto tudo e muito mais. Nunca ninguém o soube definir completamente, nem os amigos mais próximos: «Ninguém o conhecia totalmente. Ele era uma pessoa muito privada. Era muito tímido, gentil, amável, dedicado. Tinha uma personalidade muito forte, e deixou uma marca muito forte em todas as pessoas, especialmente em nós. Éramos muito unidos como grupo, sempre, durante vinte e dois anos; mas é estranho: nós não sabíamos muito sobre ele, porque ele era definitivamente um mistério. Não sei quem criou aquele entertainer em palco, porque ele era muito a sua própria criação.», disse Roger Taylor, membro dos Queen.

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Freddie tinha ido morar para Londres aos 18 anos. Antes de formar a banda, tirou o curso de Design Gráfico e Artístico no Ealing Art College e dizem que era muito bom aluno. Foi através de um colega de faculdade, Tim Staffell, que conheceu Brian May, na altura baterista na banda Smile, com Tim. Os Queen formaram-se no ano de 1970. Primeiro por ele, o guitarrista Brian May e o baterista Roger Taylor; um ano depois completam a banda com o baixista John Deacon. Freddie tocava piano, teclado, guitarra e escreveu muitos dos sucessos da banda: Love Of My Life, Somebody To Love, We Are The Champions, Bohemian Rhapsody (considerada a melhor música de todos os tempos, inúmeras vezes).

Outras canções de sucesso de Freddie e dos Queen são We Will Rock You, Another One Bites The Dust, Under Pressure, The Show Must Go On, Crazy Little Thing Called Love, Somebody To Love, Radio Gaga, I Was Born To Love You, I Want To Break Free, A Kind Of Magic, Who Wants To Live Forever, entre tantas outras. A banda vendeu mais de 300 milhões de discos por todo o mundo.

httpv://www.youtube.com/watch?v=bRdo7WXTVoM&feature=artist

Os concertos que deram nos anos 70, mas principalmente nos anos 80, foram relembrados como mágicos e únicos. Freddie tinha uma energia em palco que chegava a todos os que o viam, um dom que poucos artistas se podem orgulhar de ter. «O Freddie fazia com que a pessoa que está mais longe do palco, num estádio, se sentisse ligada a ele. Ele devorava a vida. Celebrava cada minuto. E, tal como um grande cometa, deixou um rasto de luz que brilhará durante muitas gerações», diz Brian May.

Um dos seus sonhos era cantar com a cantora lírica Monserrat Caballé. Esse sonho tornou-se realidade, tendo Freddie gravado o álbum Barcelona em colaboração com ela em 1988. Nos Jogos Olímpicos de 1992 em Barcelona (um ano após a sua morte), Monserrat volta a cantar Barcelona, para recordar Freddie, num “dueto virtual”.

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Muito havia para falar de Freddie Mercury. Mas tudo se reduz a esta vontade e certeza que sempre teve de que ia vencer. Ainda que a SIDA lhe tenha sido diagnosticada em 1987, continuou a actuar e a fazer música até ao seu último dia. Afinal de contas, o show, o espectáculo que é a vida, deve sempre continuar. Esta era a sua filosofia de vida.

A doença está associada a relações homossexuais que o cantor manteve, ainda que durante muito tempo nada se soubesse, já que só assumiu a doença ao mundo um dia antes de morrer devido a uma pneumonia (causada pelo vírus de que era portador). Namorou nos anos 70 com Mary Austin e mesmo quando acabaram continuaram amigos. Foi a ela que dedicou a canção Love Of My Life e deixou a sua herança quando morreu. Sabe-se que a sua relação com alguém do mesmo sexo mais duradoura foi com Jim Hutton.

httpv://www.youtube.com/watch?v=v3xwCkhmies

Lançou em 1984 um álbum a solo, Mr Bad Boy (um apelido seu). Também era conhecido sob o pseudónimo Larry Lurex. Em 1992 foram lançados dois álbum póstumos – The Freddie Mercury Album e The Great Pretender. Com os Queen lançou vários álbuns em vida, desde o homónimo de 1973 a Innuendo em 1991. Postumamente foram lançados mais álbuns com músicas e concertos ao vivo da banda, o que ajudou a dá-los a conhecer às gerações vindouras. Existe uma estátua dele em Montreux, na Suiça, feita pela escultora Irena Sedlecka, local onde fãs de todo o mundo prestam tributo desde 2003.

Foi uma inspiração para muitos artistas contemporâneos, entre eles Katy Perry, que lhe dedicou um vídeo de parabéns e agradecimento:«Se não fosses tu eu não faria música porque, quando tinha 15 anos, foram as tuas letras que me inspiraram. Ouvi a ‘Killer Queen’ e quis ser uma ‘rainha assassina‘!», disse a cantora.

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 Recomendamos….

Concerto de 1986 Live at Wembley Stadium agora disponibilizado na íntegra, na página oficial dos Queen no Youtube (só durante dois dias). Será igualmente lançado em DVD.

Emissão de um documentário especial sobre a vida de Freddie Mercury no canal Bio, hoje, pelas 22h25.