O Douro Film Harvest (DFH) irá decorrer entre o dia de amanhã até domingo, 11 de setembro e, durante uma semana, irá juntar vinho, futebol e cinema. Dessa forma o principal objectivo do evento é homenagear o realizador português, Manoel Oliveira e ainda o Brasil.

Promovido pela Entidade Regional Turismo do Douro, o evento é presidido por Manuel Vaz e a direcção artística fica a cargo do realizador e produtor Ivan Dias. Segundo Ivan, a conjunção do cinema com o futebol pretende mostrar ao público «uma realidade que tem influenciado o cinema atraindo, desta forma, novos públicos».

Quanto à homenagem feita ao Brasil, Ivan justifica a escolha afirmando que «nós queremos consolidar o Brasil, isto é, queremos através do DFH mostrar o Douro ao mercado brasileiro, aos potenciais turistas», opinião salientada por António Martinho, presidente da Turismo do Douro que afirma que o Brasil é o quinto mercado turístico de Portugal.

Nesse sentido, os principais convidados são o actor José Wilker, que ficou conhecido pela participação em Dona Flor e os seus dois maridos, e o realizador Cacá Diegues, conterrâneo do actor, que realizou o filme Tieta do Agreste. Juntos trabalharam no filme O Maior Amor do Mundo, que será exibido quarta-feira.

Nesta secção, serão exibidos os filmes, Lula, o Filho do Brasil, que tem estreia nacional, Cidade Baixa, Orfeu Negro, Carlota Joaquina e Princesa do Brasil. Carmen Miranda será também relembrada durante o festival com a estreia do filme Alô Alô Carnaval, uma comédia musical produzida pela artista.

Segunda-feira decorrerá a ante-estreia mundial do filme de Solveig Nordlund, realizadora sueca que adaptou esta produção a partir do livro de António Lobo Antunes, A Morte de Carlos Gardel.

A terceira edição é também marcada pela homenagem ao realizador português Manoel de Oliveira, colocando-o na secção Late Bottled Vintage (LBV), onde serão apresentados dois filmes do cineasta: Acto de Primavera, de 1963 e Caça, de 1964.

O evento irá passar por Alijó, Pinhão, Favaios (Capital do Moscatel) e Penedono, salientando assim, a descentralização do festival das grandes cidades.