Cândida – Uma História Portuguesa estreia na Sala Azul do Teatro Aberto no próximo dia 14 de Setembro, inspirada na vida e obra da cantora portuguesa Cândida Branca Flor. A actriz Sílvia Filipe protagoniza o monólogo escrito por André Murraças, que estará em cena no teatro lisboeta até 2 de Outubro.

Contava 51 anos quando cometeu suicídio, em 2001, ano em que completava vinte e cinco anos de carreira, num subúrbio, abandonada, sem público nem amor. Cândida Branca Flor é um exemplo de um ídolo que o povo adorou, durante os anos 70, 80 e 90, mas que depressa conseguiu esquecer, e é esta realidade que o texto procura captar, como indica o comunicado divulgado pelo Teatro Aberto.

Assim, Cândida – Uma História Portuguesa pretende conjugar o humor e o drama numa homenagem à cantora alentejana, focando-se no seu legado artístico, na entrega ao público e na necessidade de ser amada, realçando o momento áureo da sua carreira: o Festival RTP da Canção de 1982. O objectivo é conhecer um pouco mais acerca desta personagem incompreendida da música popular portuguesa, misturando factos da sua vida – reunidos através do testemunho de amigos e conhecidos – com situações ficcionadas.

A convite da produtora de espectáculos Cassefaz, André Murraças escreveu o texto e encena-o agora no Teatro Aberto, ao lado de Paulo Ferreira. Sílvia Filipe, que actualmente interpreta a personagem Fátima na novela da SIC Laços de Sangue, enfrenta aqui o seu primeiro desafio a solo em palco, num monólogo em que terá oportunidade de cantar e viver a figura de Cândida Branca Flor. A peça conta ainda com uma participação especial do actor Guilherme Filipe.

A partir de 14 de Setembro (quarta-feira), as sessões da peça terão lugar às 21h30, de quarta a sábado, e ao domingo às 16 horas, para maiores de 12 anos. Os bilhetes podem já ser adquiridos nos locais habituais e têm o preço de 12 euros (normal), 10 euros (sénior – mais de 65 anos -, parcerias ou grupos com dez ou mais pessoas) e 8 euros (jovem – até 25 anos).