Elvis Presley foi um dos mais carismáticos nomes da história da música mundial, mais precisamente da história do Rock, com um dos legados mais influentes de todos os tempos. Senhor de uma atitude e estilo inconfundíveis, Elvis the Pelvis provou desde muito cedo o seu talento para a música. Daí até deitar as mãos às guitarras e consagrar-se como o Rei do Rock and roll foi um abrir e fechar de olhos. Este ano assinalam-se 34 anos desde o seu desaparecimento e, por isso, o Espalha-Factos relembra brevemente o percurso do ícone progressista que foi Elvis Presley.

A 8 de Janeiro de 1935, nascia aquele que mundialmente viria a ser conhecido como o Rei do Rock em Tupelo, Mississippi. Em 1945, com apenas dez anos de idade e graças ao incentivo da sua professora, o pequeno Elvis participa num concurso de novos talentos numa feira local, onde acaba por ficar em 2º lugar. Nessa prestação interpreta o tema Old Shep, considerado por muitos  como a sua primeira grande interpretação. Rapidamente o menino prodígio parte para Memphis, onde cresce e se celebriza.

Após concluir os estudos, nos tempos livres Elvis Presley entregava-se à música, cantando, tocando viola e, de vez em quando, fazendo acordes no piano, sendo que por esta altura era já perceptível a sua habilidade para os instrumentos, com destaque para a guitarra. Em inícios da década de 50, década onde se começa já a verificar uma considerável repercussão mundial do trabalho do artista, Elvis começa a gravar algumas das suas composições através da Sun Records, dando início à sua carreira profissional.

Embora não tenha sido a década da plena celebrização que conhecemos do génio do Rock and roll e onde se notabilizou como o Rei do Rock, na década de 50 era já notória  a capacidade do músico norte-americano em inovar e revolucionar o mundo da música, realidade que acabaria por se confirmar melhor ainda nas décadas posteriores, décadas de grande explosão e revolução musical. No caso de Elvis Presley, o auge da fama viria a surgir na década de 70, quando se consagrou Rei do Rock. Hound Dog, Jailhouse Rock e Love Me Tender são alguns dos seus êxitos musicais da década de 50.

Na década de 60, após regressar do exército, Elvis Presley aposta na carreira de actor, protagonizando filmes de grande qualidade e sucesso do público a nível mundial, revelando assim  mais um sinal da sua versatilidade e polivalência sem nunca deixar de lado a música. O artista provava que a sua ida para o exército e o final da década de 50 não abalariam em nada o seu êxito e reconhecimento mundial e prova disso foi o facto de alguns dos seus temas datados da década de 60 terem-se tornado icónicos clássicos, bem recebidos pela crítica especializada. São da década de 60 clássicos como a célebre balada Can’t Help Falling In Love, Viva Las Vegas e A Little Less Conversation.

Os tempos correm e o artista a eles tem de se adaptar. Assim aconteceu com Elvis, sobretudo nos anos 70, década onde surgiram grandes transformações a nível vocal e a nível da sua compilação de espectáculos ao vivo: voz mais madura e espectáculos mais frenéticos. No entanto, é também na década de 70 que começam a surgir as polémicas e os problemas pessoais do artista associados à droga, pelo menos onde mais se deram a conhecer. São destes anos as famosas roupas extravagantes de Rock and roll que usava nas suas actuações ao vivo e o tempo da maior quantidade e variedade de concertos do cantor.

A partir da segunda metade da década de 70, começam a tornar-se evidentes os sinais de deterioração física do músico, passando a dar concertos geralmente com uma postura que patenteava o seu sofrimento. Esta realidade chega ao seu limite quando em 1977, Elvis Presley se apresenta em palco com uma saúde claramente debilitada e com um aspecto já muito diferente do Elvis do início da sua carreira. A sua saúde agrava-se e Elvis Presley acaba por falecer pouco tempo depois, a 16 de Agosto do mesmo ano, na sua casa em Memphis. A morte do Rei do Rock persiste até hoje como um mistério, não se sabendo ao certo a razão e as circunstâncias que  contribuíram para o seu desaparecimento.

Apesar da morte do artista norte-americano, diversos factos tornaram Elvis Presley ainda mais célebre e inesquecível, tendo surgido novos êxitos como Always On My Mind e Way Down.

É de atentar uma particularidade que, sem dúvida, jogou a favor do sucesso de Elvis The Pelvis: a sorte de ter nascido com uma voz esplêndida e característica, devido ao seu impressionante alcance vocal, conseguindo atingir notas consideradas de complexo alcance para um cantor popular. Uma virtude no meio de tantas virtudes que contribuíram em grande parte para o artista imortal que hoje é, sendo por isso uma realidade que o Espalha-Factos não poderia deixar de notar.

Elvis Presley foi um dos maiores ícones da cultura popular do século XX, um emblema de uma geração com um legado imortal. O Rei do Rock desapareceu há 34 anos!

httpv://www.youtube.com/watch?v=BMBGkDkRFbk