Apesar dos rumores existentes e até da criação de uma petição na internet, os dois companheiros de casa continuaram amigos e nada mais.

Egas e Becas, personagens da famosa série infantil Rua Sésamo, partilham a mesma morada há mais de 40 anos, altura em que a série estreou. São totalmente opostos um do outro, passam a vida a discutir, mas no fim não podem viver um sem o outro e a amizade prevalece. Será que é só isso?

Os criadores da série infantil garantem que essa hipótese está fora de questão e que Egas e Becas existem apenas para mostrar às crianças que a amizade entre pessoas totalmente diferentes pode ser possível. Referem os autores: «Eles são apenas uns bonecos e não têm uma orientação sexual (…) Elas [personagens] foram criadas para ensinar as crianças em idade pré-escolar em como podem ser amigas de pessoas diferentes de si».

Por outro lado, os assinantes da petição, que já conta com mais de 7.330 assinaturas, defendem que a série sempre serviu para educar e consciencializar as crianças de idade pré-escolar para questões sociais de forma pedagógica, sendo que, de uma forma adequada, o casamento entre estas duas personagens serviria para promover a tolerância para as questões homossexuais nas camadas mais jovens.

Garantindo que não têm como objectivo chocar a sociedade mas apenas promover a tolerância para com os homossexuais, os assinantes dizem: «Não pedimos que a Rua Sésamo faça algo de forma rude ou desrespeitosa. Apenas que permitam que o Egas e o Becas se casem. Vamos propor tolerância àqueles que são diferentes. Vamos fazer com que a Rua Sésamo e o público que assiste façam parte do salvamento de muitas vidas dignas».

Esta não é a primeira vez que a orientação sexual de personagens infantis é questionada, já a série Teletubbies tinha gerado controvérsia quando algumas instituições conservadoras e a própria Igreja apontaram a personagem Tinky Winky como sendo homossexual, lançando várias e duras criticas à serie. A polémica gerou-se pelo facto do boneco ser violeta (cor associada à homossexualidade), usar uma mala de senhora vermelha e ter na cabeça um triângulo invertido (também símbolo do orgulho gay).