Na edição deste ano do Festival de Cinema de Locarno, na Suiça, assistimos ao reconhecimento do trabalho de dois realizadores portugueses: Gonçalo Tocha e Gabriel Abrantes.

O presidente do júri  da Competição Cineastas do Presente, o produtor Paulo Branco, distinguiu É na terra e não é na lua, de Gonçalo Tocha, com uma menção especial. Liberdade, co-realizado por Gabriel Abrantes e por Benjamin Crotty, recebeu um prémio dedicado a jovens talentos, na secção Pardi di Domani.

Já no ano passado, este festival tinha distinguido A History of Mutual Respect, de Gabriel Abrantes e Daniel Schmit, na categoria de curtas-metragens, com o Leopardo de Ouro.

Nesta 64ª edição, a escolha do júri para o Leopardo de Ouro surpreendeu os participantes, uma vez que  Abrir puertas y ventanas não estava entre os favoritos.

Esta longa-metragem, baseada no filme que Mumenthaler (Buenos Aires, 1977) realizou, retrata os medos e evoluções pessoais de três irmãs, que atravessam o drama da morte da sua avó. A câmara estática ao longo de todo este filme pode revelar-se de difícil compreensão para o público generalista.