Oliveira do Hospital vestiu-se de gala para receber todos os que, de 16 a 24 de Julho visitaram a sua Feira Regional. Do coração de Portugal e com a alma de quem recebe bem, o Parque do Mandanelho abriu portas a todo o país, com exposições, gastronomia e espectáculos.

As expectativas da organização, situadas nos 30 mil bilhetes vendidos, foram superadas em 4 mil. O primeiro dia (16), de Emanuel, chegou à impressionante marca das 7500 presenças. O tempo não ajudou os dias seguintes – só viria a aquecer nos últimos três dias de feira – mas o local Soltem Talentos, concurso para jovens artistas, no dia 19, chegou bem perto dos 5000 espectadores, marca semelhante à do Grupo AF, também originário do concelho.

O preço dos ingressos foi convidativo, com dois dias gratuitos (18 e 19) e com o custo simbólico de 2,50 euros nos restantes a provocarem o sucesso do evento, ainda longe da congénere Expofacic, de Cantanhede, mas deixando bons augúrios para o crescimento, principalmente tendo em conta a injusta comparação de orçamentos: 1 milhão e 300 mil euros de um lado, 50 mil euros do outro.

O objectivo é chegar a esse nível de lucro, mas a paragem de dez anos depois do fim da FICACOL, em 2000, acabou por atrasar tudo, o que não desanima o presidente da autarquia, José Carlos Alexandrino, que assume o evento como um forte impulsionador da “marca Oliveira do Hospital”. E a nós parece-nos que esta marca está bem presente.

A zona do artesanato foi a prova disso mesmo, apresentando artigos em diversos materiais, como o granito, a madeira, o cobre e o ferro, bem como artigos de bijuteria, tapeçaria e decoração. Tudo isto produção local, numa prova de resistência e criatividade perante as adversidades, no interior do país duplicadas. Seguem-se ainda a zona de máquinas e viaturas, ladeadas por muito comércio e serviços locais e ainda instituições de solidariedade social.

Não nos esquecemos da apetitosa zona de tasquinhas, onde os sabores e cultura tradicionais se cruzaram. Que o digamos nós, amantes dos bons prazeres alimentícios. A gastronomia local e os gostos universais misturaram-se, ajudados por bom vinho, sangria, ou até mesmo Água Serra da Estrela. No ‘átrio’ deste espaço gastronómico esteve o Palco 2, reservado para o folclore e as colectividades concelhias. A banda sonora ideal para encorajar o apetite no início de noite.

Abrindo dali caminho por entre a zona de comércio, indústria e serviços, destacando-se serralharias, papelarias, pastelarias, venda de doces, veículos e produtos de beleza, entre muitos outros, os visitantes chegavam finalmente à zona de espectáculos, a mais concorrida nas noites da ExpOH. Sentados ou em pé, os presentes juntavam-se diariamente a partir das 22h30 para assistirem aos concertos/espectáculos que animaram o Mandanelho.

por Pedro Miguel Coelho e Raquel Silva

fotografia: Correio da Beira Serra