Apareceram em 1981, conquistaram a crítica e, ainda hoje, continuam a conquistar o público. 30 anos depois, o Grupo Novo Rock (GNR) prepara-se para publicar um novo álbum, dando um novo aspecto a músicas que já deixaram a sua marca.

Intitulado Voos Domésticos, o novo disco dos GNR vai ser lançado na próxima segunda-feira. Ao comemorar 30 anos de existência e de muitos sucessos, o grupo decidiu fazer um balanço e regravar algumas canções. A banda do Porto pegou em músicas de outros tempos, como Homens Temporariamente Sós, Videomaria e Sangue Oculto, e atribuiu-lhes novos arranjos.

Para todos os assustados com este remix nalguns dos êxitos da banda, o grupo anunciou a reedição da discografia completa da banda. “Vai dar jeito para aqueles que vão ficar chateados de estarmos a mexer nas canções. Se não gostarem do retalho, podem optar pelos originais”, disse Tolí César Machado, músico da banda à agência Lusa. Esta reedição será publicada depois do Verão, e inclui o álbum Defeitos Especiais, editado em vinil em 1984, agora pela primeira vez em CD.

Em entrevista à Lusa, o grupo refere que, por vezes, mexer em canções é mais difícil do que a própria composição de originais. No entanto, tanto o baterista Toli como o vocalista, Rui Reininho, destacam o bom trabalho realizado. O vocalista referiu ainda que acha  “muito difícil alguém não gostar deste disco”.

As comemorações das três décadas dos GNR incluem ainda o lançamento de um DVD com os melhores momentos, telediscos e comentários dos membros da banda. Como não poderia deixar de ser, neste ano especial, a banda de Reininho, Tolí e Jorge Romão irá actuar em duas salas míticas: Coliseu do Porto e Coliseu de Lisboa, respectivamente a 12 e 19 de Novembro.

É desta forma que a banda se preparar para, mais do que comemorar o seu aniversário, enfrentar o futuro. A verdade é que, se conseguir tocar mais trinta anos é tarefa difícil. O baterista Toli não deixa de parte a possibilidade dos GNR continuarem a tocar nos próximos 15 ou 27 anos.