28 anos. A idade é curta para os sucessos que foram alcançados por Angélico Vieira, catapultado para a fama em 2004, quando da carreira como modelo na DXL passou para o elenco fixo dos Morangos com Açúcar. A velocidade vertiginosa a que as vitórias se sucederam talvez não tenha sido tão rápida como o BMW que levou a estrela juvenil para longe dos fãs e dos holofotes que o esperavam para o lançamento de um novo álbum.

De raízes angolanas e sangue negro a pulsar nas veias, Angélico desde cedo imitou os movimentos e os vocalizos de Michael Jackson, ídolo que inspirou, anos mais tarde, grande parte da sua carreira musical. O front-man dos D’ZRT, homem do ‘check it out‘, animador de plateias, principalmente femininas mas também masculinas, conquistou, com o seu swing, multidões dos 8 aos 88 anos.

A curta carreira contou com milhões de telespectadores em telenovelas, milhares de discos vendidos em grupo e a solo, e a controvérsia habitual entre artistas pop, com fãs muito fervorosos e haters ainda mais, mas isso talvez seja um reflexo da “marca” que admitia, numa entrevista de 2009, procurar deixar no mundo. Não a deixou a gerir empresas, curso que estava a finalizar quando ingressou na produção nacional da TVI, mas na complicada gestão de um percurso super-exposto e com riscos muito para além do mediatismo.

httpv://www.youtube.com/watch?v=8GZfNssxj0M

A carreira musical, aliada às telenovelas, em Portugal e no Brasil, e ainda uma curta passagem pelo cinema, no aplaudido papel em 20,13 Purgatório, constituíram Sandro como uma estrela que brilhou muito para além das festas familiares e do grupo de hip-hop que tinha com os amigos.

As suas últimas músicas iam ser lançadas no dia em que um acidente o lançou para a cama de um hospital e, posteriormente, para a morte, resultado de um traumatismo crânio-encefálico. Hoje, e sabendo a amplitude desta mensagem para todos os fãs, amigos e familiares de Angélico Vieira, o Espalha-Factos dirige-se a todos eles com palavras de solidariedade, não só a eles mas também às famílias de todos os que, por falta de cuidado ou imprudência do destino, perdem a vida nas estradas portuguesas.