O concurso Eurovision Young Dancers voltou este ano a ser organizado pela European Broadcasting Union e é transmitido hoje, dia 25, pela RTP às 22:50 horas.

O nome em português, Concurso Eurovisão de Dança, pode levar à confusão com outro formato durante alguns anos produzido, mas abandonado entretanto. Este concurso não avalia pares em danças de salão, como aquele em que participaram Sónia Araújo ou Raquel Tavares, mas antes, como o nome em inglês torna expressivo, jovens promessas da dança.

Os jovens estudantes de dança clássica e contemporânea competem, este ano na Noruega, em Oslo. Os objectivos da organização são claros: para além de oferecer um espectáculo de qualidade na área da dança contemporânea a toda a Europa, este concurso permite focar durante algumas horas os melhores dançarinos não profissionais da Europa, entre os 15 e os 21 anos.

Este certame tem já alguma história. Embora com seis anos de interregno (de 2005 a 2011), o concurso realizou-se bianualmente entre 1985 e 2005 em moldes muito idênticos aos do Festival Eurovisão da Canção. Todos os países da European Broacasting Union tinham oportunidade de se fazer representar por jovens talentos da dança clássica e contemporânea. A eleição do vencedor seria feita, à semelhança do ESC através de televoto, em tempo real, por toda a Europa.

Em 2003, numa tentativa de tornar mais justo e, em especial, mais apelativo o concurso, a organização faz a distinção entre o prémio de dança clássica e dança contemporânea. No entanto a edição seguinte, em 2005, estaria fadada a ser a última.

O sucesso europeu do programa de televisão Dança Comigo e dos seus sucedâneos impulsionou a criação de um festival da Eurovisão em moldes semelhantes – Eurovision Dance Contest. A sua primeira edição em 2007 adiou o concurso dos jovens talentos que nesse ano se realizaria para dois anos mais tarde. Com tudo a postos na Noruega, no Dance House, em 2009, o director da Eurovision TV viu-se obrigado a cancelar o evento, cerca de um mês antes, por inscrições insuficientes.

Em 2011, o concurso regressa à Dance House, onde nunca tinha chegado a entrar, e desta feita em moldes ligeiramente diferentes dos originais. A maior diferença é o processo de votação que, por não ser o televoto, mas antes um grupo restrito de jurados, permite que a transmissão do evento seja em diferido e não em directo. Com esta liberdade, a maioria das estações de televisão dos 10 países concorrentes transmitirá a gala depois de ela acontecer. É este o caso português. Apenas a Grécia, a Noruega, o Kosovo e a Polónia transmitiram o programa ontem à noite.

Portugal participa este ano pela primeira vez em toda a história da competição pelo dançarino Ricardo Macedo, estudante da Escola de Dança do Conservatório Nacional. Com experiencia na dança clássica e contemporânea e várias participações em festivais internacionais de dança, Ricardo passará, como os restantes concorrentes, por uma actuação a solo e outra em grupo. Assim, serão eleitos dois finalistas que disputarão, entre si, numa terceira actuação, o título.

Os resultados desta competição estão para consultar aqui.