Captura de ecrã - 2011-06-24, 15

Amor emprestado

Pensemos na nossa infância. Pensemos na nossa melhor amiga. Pensemos nos tempos de faculdade. E pensemos no amor da nossa vida. Agora, sintamos o ambiente de uma grande cidade como Nova Iorque. E no fim, misturemos a melhor amiga, a faculdade e o amor da nossa vida. Soa bem, não soa?

Rachel (Ginnifer Goodwin) é uma advogada de uma das melhores empresas de advogados do país e a sua melhor amiga, Darcy, (Kate Hudson) acompanha-a em todos os melhores momentos da sua vida desde a infância. Esta é uma boa amizade, consistente e para a vida. Até parecer Dex (Colin Egglesfield), amigo de faculdade de Rachel e noivo de Darcy. Após celebrar 30 anos, Rachel envolve-se com Dex, uma paixão que tem desde os anos em que estudava Direito. Aterrorizados com o sucedido e preocupados pela traição feita a Darcy, ambos concordam que não irão contar a ninguém o que se passou e, assim, Dex pode casar com Darcy. Mas o amor da nossa vida não podemos deixar escapar e Rachel vê-se obrigada a tomar uma atitude perante si mesma e perante a situação em que se abarcou.

Aquele que pode, então, ser um filme de ‘’domingo à tarde” torna-se um romance envolvente e bem fácil de gostar e de assistir. Neste Empresta-me o teu Namorado, o desempenho dos actores, bem como a realização de Luke Greenfield, fazem com que o espectador se deixe levar por uma história de amor impossível, mas correspondido, e a que facilmente encontre semelhanças com a sua vida.

De cenários deslumbrantes como a frenética de Nova Iorque, todo o filme contém aspectos e pontos fortes que valem a pena serem apreciados. Este é, para mim, um romance que tem o dito “toque especial”. Que apesar de ter traços tristes, consegue ser bonito à sua maneira devido às particularidades das relações que, muitas vezes, nos passam despercebidas. E não falo necessariamente de relações amorosas. Nas amizades há conversas, decisões, rotinas e desilusões que nos fazem crescer e nos fazem tomar uma posição perante determinado assunto. E como fundo temos sempre a mesma máxima: ser feliz.

É nessa premissa que Rachel se baseia, quase no final do filme, quando luta por Dex, a pessoa de quem ama sem, contudo, querer magoar Darcy. As perspectivas capturadas pela câmara atribuem ao filme um ritmo compassado e suficientemente interessante para conquistar a nossa atenção. Há aspectos que nos transportam para uma realidade próxima. Há músicas que nos embalam e dão fundamento à história. Inspiram mudança, tolerância e aceitação.

No fundo, é isso que o filme pretende destacar e, a meu ver, esta é uma chamada de atenção para o espectador. É importante tomarmos decisões e optarmos por aquilo que nos faz bem em prol do que nos faz mal. Ou que nos pode fazer mal. Nesta história de amor, há um fundo de verdade e um sinal essencial para o desenrolar tanto do filme, como da nossa vida. E gostei precisamente pela conjugação de realidades. Mesmo para quem não é o maior fã de romances, Empresta-me o Teu Namorado é um filme que vale a pena ver.

8/10

 

Ficha Técnica:

Título Original: Something Borrowed

Realização: Luke Greenfield

Baseado no livro de: Emily Giffin

Elenco: Ginnifer Goodwin, Kate Hudson, Colin Egglesfield, John Krasinski

Género: Comédia, Romance

Duração: 112 minutos

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