O poeta e músico canadiano Leonard Cohen venceu o prémio Príncipe das Astúrias das Letras, pela qualidade inquestionável das letras que  escreveu durante a sua carreira musical. O prémio foi atribuído hoje em Oviedo (Espanha).

O júri descreve a sua obra como um marco na mudança do século XX para o século XXI: «A passagem do tempo, as relações amorosas, a tradição mística do Oriente e do Ocidente e a narração da vida como uma balada sem fim integram uma obra que está ligada a um momento decisivo de mudança».

O poeta, que conta hoje 76 anos de idade (n.21 Setembro 1934), foi descrito também como criador de «um imaginário sentimental em que a poesia e a música se fundem num valor inalterável» que, na opinião do júri, influenciou profundamente três gerações a nível mundial. Na literatura destacam-se as obras Let us compare mythologies, de 1956 (o seu primeiro livro) e, em 1963, O Jogo Favorito, editado o ano passado em Portugal. Em 1964 edita o livro de poesia Flowers for Hitler.

A escritora canadiana Alice Munro, o romancista inglês Ian McEwann e o escritor português António Lobo Antunes eram também finalistas. O prémio ficou para Cohen e corresponde a 50 mil euros e será entregue pelo príncipe Filipe de Espanha, em Outubro, em Oviedo.

Leonard Cohen, um dos vultos da música popular do século XX, não só a nível da composição musical e da escrita das letras, mas também da poesia e da escrita romancista, foi agora recompensado com este importante galardão. As suas canções mais conhecidas reflectem temas como o amor, a espiritualidade, a religião, o cinismo, etc. A música de maior sucesso foi Suzanne, que integra o seu primeiro álbum, Songs of Leonard Cohen (1968).

Sucede a nomes como Amin Malouf (vencedor de 2010), Mario Vargas Llosa, Camilo José Cela, Doris Lessing, Arthur Miller, Susan Sontag, Paul Auster e Amos Oz.