O Azerbaijão, participante no Festival Eurovisão da Canção desde 2008 e país transcontinental, conseguiu, em todas as suas participações, prestações sempre qualificadas com mais de 100 pontos. Ontem, em contra-ciclo com as previsões, que davam o troféu ao Reino Unido, à França ou mesmo à Irlanda, o país mais asiático da competição europeia subiu ao primeiro lugar, ante a concorrência apertada da regressada Itália, também uma surpresa, e o vigor juvenil da Suécia, um dos pesos pesados nas lides festivaleiras.

A vitória inesperada mobilizou os azeris para as ruas, com a canção, um mid-tempo suave ao jeito de balada rock, a ser a banda sonora do país. Em Maio do próximo ano a capital Baku acolherá a 57.ª edição do ‘programa favorito dos europeus ‘, que no ano passado chegou a uma audiência de 108 milhões de espectadores.

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Ganira Pashayeva, deputada da Assembleia Nacional, em declarações públicas assume esta como uma “grande vitória, principalmente por esta ser apenas a quarta participação no concurso“, dizendo que “há países que participam há anos no Festival e nunca conseguiram ganhar“. “Toda a gente está muito feliz, e quase não dormiram toda a noite“, exclamou a política. Pashayeva espera ainda que “a verdadeira marcha de vitória” aconteça depois da libertação dos territórios azeris ocupados, esperando que os naturais do país possam comemorar, muito em breve, estas vitórias em Nagorno-Karabakh, um auto-proclamada república mas que, de jure, pertence ao Azerbaijão.