E se tivesse a possibilidade de desvendar um crime levando a cabo uma investigação bem ao estilo CSI? A experiência forense não se resume mais aos serões a jogar o tradicional Cluedo em que, por exclusão de hipóteses, se procura descobrir qual a arma, o local e o assassino do crime. Desde o dia 14 de Abril e até 2 de Outubro, é possível experimentar ser um verdadeiro cientista forense na mais recente exposição interactiva do Pavilhão do Conhecimento – Ciência Viva, Crime no Museu.

O mote da investigação é a morte do director do Museu de Ciências Naturais belga, cujo corpo foi encontrado no chão do seu gabinete com um revólver ao lado.

A este cenário de crime, bem delimitado por faixas pretas e amarelas, só a equipa forense (formada por todos os corajosos que se atreverem a participar) pode aceder. Apetrechada de equipamento forense profissional, a equipa começa por recolher o máximo de provas que vão ajudar reconstituir a cena e descobrir quem é o verdadeiro assassino.

Amostras de ADN, a posição do corpo, pegadas, cabelos, marcas de projéctil ou até mesmo os pormenores mais pequenos, como as fibras de uma camisola ou marcas de um bolo trincado, são alguns dos exemplos aos quais se deve dar atenção no local. Tudo entra para a investigação, nada pode ser tomado como estando ao acaso.

Uma vez recolhidos todos os indícios do crime, é altura de passar ao trabalho de laboratório, onde a ciência entra em acção. Será que as provas são suficientes para culpar ou ilibar indivíduos? Até que ponto as análises são fiáveis e incriminadoras? Há que ser minucioso e saber distinguir as provas válidas das que só atrapalham!

Assim, em oito laboratórios diferentes (Vestígios Biológicos e ADN, Balística, Entomologia Forense, Fibras e Microfibras, Impressões Digitais, Medicina Legal e Odontologia Legal), cada prova será submetida a uma análise rigorosa. Depois disto, é só juntar as pistas e desvendar o crime.

E se isto não convencer os visitantes como sendo réplica dos espaços da actividade dos investigadores, o Pavilhão do Conhecimento convida-o a visitar os espaços da polícia, geralmente interditos ao público, e laboratórios forenses. Para maior esclarecimento do trabalho judicial, o Pavilhão está também a promover ciclos de conversa sobre o assunto.

Para que ninguém seja excluído desta experiência, a exposição contém legendas em braille e desenhos em relevo para visitantes  com incapacidades visuais.

Esta é sem dúvida uma oportunidade única de experimentar uma área que tem ganho atenção em todo o mundo nos últimos anos, sobretudo devido ao sucesso de séries que exploram esta temática, como CSI, Ossos, NCIS – Investigação Criminal ou Mentes Criminosas. Uma área que está também em expansão no nosso país, como demonstra a abertura da 1ª licenciatura em Criminologia em Portugal na FDUP em 2006, seguida de mais três em estabelecimentos privados.

O Pavilhão do Conhecimento funciona de Terça a Domingo (com horário alrgado ao fim-de-semana) e os preços variam entre os três e os sete euros, sendo gratuito para crianças com menos de dois anos. Existem também alguns descontos especiais.

Para mais informações acerca desta e de outras exposições disponíveis no Pavilhão, visite o site oficial aqui.