Captura de ecrã - 2011-04-19, 22

‘A Mentira Sagrada’ conquista Portugal

A Mentira Sagrada, do escritor português Luís Miguel Rocha, foi o livro mais vendido no nosso país nas últimas semanas. Depois de alcançar a liderança nos tops da Bertrand e da Bulhosa, agora é a vez do top Fnac ser conquistado pelo romance, que vendeu já milhares de cópias desde o seu lançamento, no início deste mês.

Num regresso às intrigas no Vaticano, A Mentira Sagrada põe em causa a Bíblia e a própria crucificação de Jesus Cristo, indagando sobre os segredos que o Papa poderá esconder. Na noite da eleição de Bento XVI, este tem de ler um documento antigo que esconde o segredo mais bem guardado da história, documento este que foi lido por todos os seus antecessores.

Ao mesmo tempo, em Londres, um milionário israelita tem em sua posse um Evangelho misterioso que contém informações sobre esse segredo, podendo revelar uma verdade chocante. O leitor acompanha ainda a personagem Rafael, enviado pelo Vaticano para investigar o Evangelho, que acaba por descobrir factos que podem abalar a sua fé, bem como os próprios pilares da Igreja Católica. Um excerto da obra pode ser lido aqui.

httpv://www.youtube.com/watch?v=l_h7W3ZYtnQ&

A Porto Editora distribui A Mentira Sagrada em Portugal, tendo colocado nas lojas 23 mil exemplares do romance. Luís Miguel Rocha iniciou uma digressão de promoção do livro, por todo o país, que prossegue amanhã com uma sessão de apresentação com a participação do jornalista Júlio Magalhães, marcada para as 19 horas na Fnac do Marshopping.

A digressão prossegue por Oeiras, Abrantes, Leiria, Aveiro, Castelo Branco, Coimbra, Viana do Castelo, Guimarães, entre outras localidades no Norte do país. O autor estará também presente na Feira do Livro de Lisboa, nos dias 1 e 15 de Maio, para duas sessões de autógrafos, ambas às 15 horas. A agenda completa pode ser consultada no site oficial do autor.

Luís Miguel Rocha nasceu no Porto, há 35 anos, tendo já vendido meio milhão de livros em todo o mundo. A Mentira Sagrada é o seu mais recente livro de ficção publicado em Portugal, depois de O Último Papa e Bala Santa, todos baseados na fórmula Vaticano. Dos tempos da transmissão de missas na TVI, transformou-se num autor de grande renome internacional e começa agora a ser verdadeiramente reconhecido no nosso país, sendo já o autor português que mais vende no estrangeiro, nomeadamente nos EUA e em Itália.

Não se assume como católico, mas acredita que pode existir algo transcendente a todos nós. As suas obras são habitualmente marcadas por fortes críticas à Igreja Católica, e A Mentira Sagrada não foge à ‘regra’. No entanto, e apesar de ter já descoberto – e continuar a procurar – a verdade sobre a instituição, Luís Miguel Rocha admite que os seus romances são parcialmente ficcionados, escritos para entreter o leitor. Até agora, as críticas ao novo livro têm sido positivas, tanto lá fora como cá dentro.

A Filha do Papa será o seu próximo romance, encontrando-se pela primeira vez a escrever dois livros em simultâneo. A segunda obra, distanciada do Vaticano, chama-se The Real September e é uma encomenda sobre o 11 de Setembro, numa altura em que se comemoram dez anos sobre a catástrofe.

  1. Eu acho uma tristeza esse livro. Dizer que Cristo nao foi crucificado é uma afronta a inteligencia. Naquela epoca ser crucificado era facil e Cristo fez de tudo para isso: enfrentou poderosos, era ousado e nao temeroso em enfrentar a injustiça. Procurou abertamente a crucificaçao, mas por um fim nobre, salvar a humanidade, era o que acreditava. Ai vem alguem dizer que ele nao foi crucificado. Se disessem que Ele se casou e teve dez filhos ou que era gay seria mais verossimel do que essa bobagem. Nao gosto desse tipo de autor que faz de tudo para vender, so para chamar a atençao. Sem falar que o livro e prolixo demais, poderia ser escrito em bem menos paginas.

  2. Obra de descrição confusa, com inúmeros personagens e. ainda, multiplicados pelos apelidos. O pano de fumdo é Loyola e se houve crucificação.No final, leva a desfecho inesperado, mas prendendo o leitor à curiosidade a esse final. É boa obra e lembra: “Jesus Viveu na Índia”, do alemão Holger Kersten e, ainda, a obra “Templo dos Agnósticos,Outra Face de Jesus”. Esta, traz Jesus até aos 30 anos de idade, omitido nas Escrituras, e explora a sua crucificação. A história na obra A Mentira Sagrada poderia ter sido escrita em muito menos páginas para não ser cansativa a leitura.

  3. É uma vergonha não haver uma Igreja Católica forte a cortar estes livros de pouca fé e baixa qualidade. Parai de ofender a Cristo e por em causa o poder de Deus e a vida de Jesus Cristo. O vosso azar enquanto cientistas ou céticos que nem põe os pés numa Igreja a não ser em casamentos, batizados, comunhões ou funerais é que não houve ninguém que descobrisse muitos dos mistérios e dogmas que persistem como o cadáver de cristo ou de Maria, sua mãe.Continuai a tentar manipular os da vossa raça e não os que tem fé em Cristo e em Deus.

    1. Eu normalmente não faço comentários em blogs, mas desta vez sinto necessário. Eu não consigo perceber que nos dias hoje ainda existam pessoas a querer buscar a censura. Eu como cientista particularmente não gosto que se refira a nós como “os da vossa raça”. Sinto como se estivesse a cuspir no prato em que comeu visto que a ciência aliada com a medicina certamente contribui em muito para a sua qualidade de vida e dos seus. Relativamente a livros como este, acho bem que existam e que se abordem estes assuntos. Se bem reparou, este tipo de livros faz parte da categoria romance, o que significa que quem os escreve não está a tentar comprar a opinião de ninguém muito menos a tentar insultar. Vejo-os apenas como uma forma de pensar nas coisas por outra perspectiva. Não os acho de todo ofensivos. Quando não existem provas derradeiras o caminho fica aberto para especulação, e há que ter em conta que em religião o que menos existe são provas concretas. Deixa se então aberto o caminho para a fé. E isso é de respeitar também. A fé de cada um não deve ser julgada, desde que não leve a ‘guerras santas’ que apesar do nome, não percebo o que de tão santo existe nelas. Relativamente ao ” nosso azar de cientistas e cépticos ” a que se refere de não se ter encontrado o corpo de cristo, penso que o azar seria era de quem acredita, pois se bem me lembro cristo ressuscitou e subiu aos céus para ficar a direita do pai, assim como Maria. Encontrar os seus corpos não contribuiria em nada para a religião católica e os escritos bíblicos sobre o assunto.

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