Perfil é o mais recente magazine da televisão e um dos últimos programas da TVI a estrear. Com apenas duas emissões, Perfil não consegue conquistar os portugueses e o seu concorrente directo sai a ganhar. Se na estreia o programa registou cerca de 17% de share, a emissão exibida este Sábado não foi além dos 3.0% de audiência e 13.9% de share, contra os 7.8% de audiência e 37.3% de share do Alta Definição


O PROGRAMA DA SEMANA

Começando pelo genérico, quase um minuto a ver uma sucessão de formas geométricas a desdobrarem-se com imagens dos convidados integradas não me parece o mais apelativo para o programa, tendo em conta que no final o logotipo do Perfil parece surgir do nada, sem estar relacionado com a animação gráfico desenvolvida até esse momento. Uma diminuição do genérico para 20 a 30 segundos seria o ideal, tendo em conta o formato.

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Em termos de entrevista a convidado semanal, a ideia do Perfil está muito colada ao Alta Definição da SIC. Neste aspecto, o programa da SIC leva a melhor, tanto em termos de grafismo, realização e montagem de imagem. Talvez o facto de ser Daniel Oliveira a entrevistar seja uma mais valia para o magazine da SIC. Ainda assim, Perfil consegue criar um ambiente informal e pessoal, onde o convidado conta a sua história para as câmaras, não havendo uma entrevista implícita como no formato da SIC.

Mas o programa não é só entrevista, e pelo meio existem algumas rubricas. O facto de não ter apresentação é, por um lado, original e torna o programa mais dinâmico, mas por outro torna a estrutura do programa um pouco confusa. Às vezes certas rubricas caem de ‘pára-quedas’ na emissão e depois não se percebe muito bem a lógica. Ainda assim, a originalidade ganha à ‘estranheza’ do facto.

Das rubricas da última emissão, destaco os bloopers e o momento musical com Paulo Vitém e Sofia Ribeiro. Acho ainda bastante interessante a ideia de recuperar programas antigos da estação e frases que fizeram história, como aquelas que foram ditas pela eterna ‘Amiga Olga’. O momento que achei menos interessante deverá ter sido a sessão fotográfica com Angélico Vieira e a sequência final, com o Tristão vs Pedro Lima. Este último apontamento poderia ser divertido e original mas acabou por não ter grande sentido, sem um objectivo para além de ‘brincar’ com o actor e a sua personagem.

Perfil é um claro avanço em relação ao Deluxe ou o magazine Vamos à Bola. Sem se focar apenas na vida dos famosos em festas e em viagem (para isso existe o Fama ou o Só Visto), sem se basear apenas numa entrevista a um famoso (o Alta Definição dá, de forma original e muito honrosa, conta do recado) e acrescentando um pouco dos bastidores da estação (como o E-Especial), este programa não é propriamente original mas é uma lufada de ar fresco na estação de Queluz.


Os resultados da última emissão foram uma desgraça, tendo em conta que é exibido na estação que lidera actualmente em Portugal. É pena que os resultados sejam tão maus (prevê-se uma mudança de horário ou o cancelamento do programa para breve), mas lutar contra o líder no horário há mais de um ano, o Alta Definição, não é tarefa fácil e todos os programas que têm dado às 14h de Sábado na TVI parecem não conseguir ultrapassar os 20%. Mas Perfil merecia bons resultados, nem que seja para se manter em antena por mais uns tempos e progredir, melhorar e inovar na televisão nacional.

Nota final: 13/20

A SEMANA QUE PASSOU

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Prédio do Vasco e BatanetesTVI (6/20)

Porque é que a TVI insiste em repetir estas série mais que vistas logo a seguir à novela Sedução? Com séries internacionais prontas a estrear ou até mesmo com outras opções para reposição (séries de ficção ou outras sitcoms como Bora Lá Marina), a TVI opta sempre por estas sitcoms que já mostraram que não conseguem alcançar bons resultados, para além de estarem a ser emitidas pela enésima vez.

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Portugal Tem Talento – SIC (14/20)

O programa de talentos apresentado por Bárbara Guimarães tem registado cada vez piores resultados e, no passado Domingo, o share não passou dos 23%. Se na fase de castings o programa era líder no horário, agora não consegue ir além destes resultados. Resta uma gala, a grande final, onde se espera que os resultados subam. Porque apesar de a realização deixar a desejar, Bárbara Guimarães, segura e deslumbrante, tem feito um excelente trabalho nas noites de Domingo da SIC.

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Fá-las Curtas RTP 2 (18/20)

O programa da RTP2 chegou ao fim no passado Sábado. Resta apenas uma emissão para apresentação da curta realizada pela dupla vencedora, encomendada pela RTP2 e no valor de 10.000€. Um programa original, que marcou a televisão portuguesa e vai deixar saudades. Com o fim do programa na mesma semana em que o Cinco para  Meia Noite chegou ao fim, Filomena Cautela está agora fora dos ecrãs. Espera-se que seja por pouco tempo, pois a talentosa actriz e apresentadora não pode ficar ‘fora de cena’ por muito tempo.