Foi hoje apresentada, na sede da RTP, em conferência de imprensa, a nova equipa da direcção de informação deste canal e também as propostas de programação informativa que pautarão as grelhas do mesmo até ao próximo momento eleitoral. Nuno Santos, o único a ocupar lugar na mesa do auditório onde ocorreu a apresentação, e depois de todo o aparato fotográfico que o envolveu, começou por dizer que a RTP tem hoje “mais e melhores condições para entrar num ciclo de trabalho”.

A BBC e as suas definições do que é serviço público possuem para o actual director de informação do canal público uma importância e actualidade determinantes, servindo-lhe de “exemplo”. Afirma Santos que a RTP tem de almejar “informar, educar e entreter”, ressalvando que é o momento de “dar prioridade à informação”.

Nuno quis “renovar e reforçar a equipa” com novas caras, tendo em vista responder ao que “não estava contemplado no passado”. Vítor Gonçalves foi referenciado como director adjunto de informação, sendo Miguel Barroso, Luís Costa, José Manuel Portugal, Manuel da Costa, Rosário Salgueiro e Luís Castro os restantes nomes apresentados para os quadros da direcção.

Como novidade, foi referida a integração da informação da RTPN na direcção de informação da RTP, apresentando-se como “necessário refundar o canal” de noticias da Rádio Televisão Portuguesa, afirmou Nuno Santos. Mostrando que é um acérrimo defensor desta antena, disse: “faz todo o sentido que haja um canal de notícias 24 horas integrado na televisão pública de um país, seguindo o exemplo de variadíssimos países da Europa”.

Quase como que em resposta ao que hoje foi notícia do Jornal Público – a perda de importância da redação da RTP Porto e a grande centralização em Lisboa –, o director de informação declarou que “o peso” de ambas as redações “será idêntico ao que era no passado” com “muitas horas de programas” a partir da delegação a norte.

Não deixando de aventar sobre a saída de Judite de Sousa e de José Alberto de Carvalho para a TVI, o director profere que estes profissionais “tomaram uma decisão para as suas vidas” e que “ as mudanças são sempre boas”. Ele próprio tem mudado já várias vezes, o que o leva a entender a situação dos colegas.

Alvo da pergunta se iria voltar à antena, Nuno Santos deixa a garantia de que o fará, esporadicamente, mas não para já.

No que se refere à programação informativa, a RTP terá, até às eleições de 5 de Junho, várias entrevistas com cidadãos influentes da nossa praça, enaltecendo o director de informação a série de dez (entrevistas) conduzidas pelos jornalistas Fátima Campos Ferreira e João Adelino Faria. Homónimo do livro de Spínola – Portugal e o Futuro -, este momento informativo contará com a presença (já confirmada) de Belmiro de Azevedo, Ricardo Salgado, Cardeal Patriarca de Lisboa, Carvalho da Silva, Ramalho Eanes, Jorge Sampaio, e, para a primeira entrevista, Mário Soares.

A notar, por fim, que na próxima quarta-feira Victor Gonçalves e Sandra de Sousa entrevistarão durante 50 minutos o Primeiro-Ministro demissionário, José Sócrates, no Palácio de S. Bento, em Lisboa.