A peça Os Ridículos, do jornalista do Diário de Notícias da Madeira Filipe Sousa, está a percorrer os teatros e os centros de arte da ilha da Madeira desde o final de Dezembro do ano passado.

A história centra-se na gelotofobia, ou seja, «no medo que temos de fazer figura de parvo, o medo de ser ridículo. Levado ao extremo manifesta-se com uma fobia», confessa um dos actores e encenadores, Nuno Morna. Assim, esta peça pode ser resumida «num espectáculo em que o espectador se vai rir, acima de tudo, de si próprio», afirma.

O nascimento, a entrada na escola, os namoros, a política, o casamento, o acaso e a morte, são alguns dos ingredientes que Nuno Morna e Paulo Lopes conjugam nos palcos madeirenses e que têm tornado Os Ridículos, um dos espectáculos da Com.Tema (Companhia de Teatro da Madeira), com «maior sucesso», estando, até agora, «com uma média de 200 pessoas por espectáculo», reitera Nuno Morna.

Para além disso, a temática proposta e criada por Filipe Sousa alerta-nos para a excentricidade que podemos adquirir na nossa vida quotidiana e que nem sempre nos apercebemos. Apesar de ser uma particularidade boa, uma vez que escapa ao previsível, essa avaliação está sujeita àqueles que nos observam. Assim, o objectivo da peça é fazer com que o espectador embarque «numa viagem que é a própria vida e as figuras que fazemos os papéis que vamos desempenhando».

Apresentada em vários pontos da ilha como Calheta, Machico, Estreito de Câmara de Lobos e também no Porto Santo, a peça estará em cena no Centro de Congressos do Casino da Madeira, no Funchal, no dia 1 de Abril.

A apresentação em Portugal Continental, essa é uma possibilidade que ainda está em aberto pois, como afirma o actor «esta é uma peça de repertório. Estará em cena até nos fartarmos dela».