Elizabeth Taylor morreu hoje, em Los Angeles, com 79 anos. A actriz estava internada no Hospital Cedars-Sinai há um mês com insuficiência cardíaca.

A actriz nasceu em Londres em 1932, mas foi para os EUA com sete anos de idade. Era um ícone da indústria cinematográfica e a sua carreira começou bastante cedo: Ainda criança, Elizabeth filmou There’s One Born Every Minute, da Universal Pictures, sem conseguir, no entanto, o contrato renovado. Mas foi em 1943 que a actriz descobriu a sua paixão ao participar, ainda que com um papel pequeno, na série Lassie.


A sua vida na sétima arte começou a ganhar maiores contornos quando, nos anos 50, se dedicou aos dramas que foram alvo de críticas positivas pelos jornais de todo o mundo, fazendo de Elizabeth Taylor uma actriz respeitada e «talentosa». Filmes como Um Lugar ao Sol, A Última Vez Que Vi Paris e Assim Caminha a Humanidade fizeram com que a sua carreira ficasse preenchida de registos “de ouro” que, hoje em dia, são considerados uma contribuição valiosa para o mundo do cinema.

Nos anos 60, Disque Butterfield 8 (1961), de Daniel Mann, e Quem Tem Medo de Virginia Woolf? (1967) de Mike Nichols, valeram-lhe dois Óscares da Academia. Para além disso, o filme Gata em Telhado de Zinco Quente, onde contracenou com Paul Newman, enriqueceu de forma notável a carreira da actriz que ainda tinha muito para coleccionar.

Considerada uma das mulheres mais belas de Hollywood, ficou também conhecida pelos seus oito casamentos, sendo que o mais controverso foi o com o actor Richard Burton, com quem contracenou no filme Cleópatra, em 1963.

Mas Elizabeth mostrou-se ser uma mulher notável não só no cinema, mas também na vida comunitária. Pioneira em diversas campanhas contra a SIDA recebeu em 2001, pelas mãos de Bill Clinton, a Presidential Citizens Medal, a segunda medalha mais importante de reconhecimento a um cidadão norte-americano. Anos antes, em 1993, a actriz anglo-americana foi galardoada pelo Prémio Humanitário Jean Hersholt, um prémio atribuído pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, que visa distinguir e premiar as personalidades que se dedicam a trabalhos comunitários.

Elizabeth Taylor morreu rodeada pela família. O legado que deixou no mundo e na arte «nunca esmorecerá, o seu espírito estará sempre presente connosco e o seu amor viverá para sempre nos nossos corações», declarou um dos três filhos da actriz.