A pujante voz que durante décadas nos invadiu a rádio e a televisão calou-se hoje, dia 22 de Março. Artur Agostinho, um dos mais relevantes nomes da cultura portuguesa nas últimas décadas, deixa marca indelével não só artisticamente mas também desportivamente, como um dos grandes impulsionadores do futebol nacional.

Nasceu a 25 de Dezembro de 1920, em Lisboa. O percurso profissional iniciou-o aos 25 anos, na então Emissora Nacional. Uma das primeiras referências no jornalismo desportivo, foi com os relatos futebolísticos e as reportagens da Volta à Portugal em Bicicleta que deu os primeiros passos neste ofício de dar a notícia e transmitir a verdade.

Artur Agostinho esteve ainda na Rádio Renascença e na Rádio Comercial. Mas a voz ganhou corpo na televisão e no cinema, onde foi apresentador e actor.

No final do ano passado recebeu das mãos de Cavaco SilvaComenda da Ordem Militar de Sant’Iago da Espada, admitindo esse como “um dos dias mais felizes” da sua vida. Este mês tinha apresentado Flashback, um livro em que relatou as dificuldades vividas no período pós-revolucionário do 25 de Abril.

Tinha 90 anos, e por mais que a voz se cale, ecoará sempre em nós o contributo deixado na comunicação em Portugal, onde foi ainda director do jornal Record e proprietário de uma agência de publicidade, a Sonarte. Obrigado Artur Agostinho.