Olá! Sê bem-vindo a mais uma edição De 0 a 20. Esta semana iremos analisar o programa de talentos da SIC, apresentado por Bárbara Guimarães, cuja estreia obteve um dos melhores resultados de sempre em programas do género, ao conseguir 16.1% de audiência média e 38.4% de share, com picos de 20% de audiência.

O PROGRAMA DA SEMANA

Antes da estreia, Portugal Tem Talento não causou grande expectativa entre o público português, até porque serviria como programa-transição entre o Ídolos e a estreia de Peso Pesado. Pelo menos assim pareceu e a promoção não sendo pouca, também não foi muita; talvez tenha sido a suficiente… A estreia do programa obteve um dos melhores resultados de sempre em programas do género, ao conseguir 16.1% de audiência média e 38.4% de share, com picos de 20% de audiência. Fantástico. O programa  resultou muito bem  mas, como é natural, actualmente faz resultados à volta dos 10-12% de audiência (no passado Domingo não chegou aos 9%), mas mesmo assim consegue shares superiores aos 30%, resultado bastante significativo para o canal.

Na fase de castings, Bárbara Guimarães surpreendeu com a sua simplicidade e à vontade no contacto directo com os concorrentes, longe dos palcos das grandes galas, onde estamos habituados a vê-la, estando bem melhor do que em Família Superstar, por exemplo. Aliás, a apresentadora continua magnífica nas galas de Domingo: elegante e divertida. E com um aspecto importante que a distancia dos outros formatos do género que já apresentou: não está tão ligada ao teleponto e o improviso é uma constante.


Quanto ao júri, à partida, seria diferente do habitual e a mistura entre Conceição Lino e Zé Diogo Quintela, por exemplo, poderia não soar muito bem. Mas, surpreendentemente (mais uma vez!) resultou. Como este programa tem sido feito de (boas) surpresas, o júri consegue distanciar-se do júri do Ídolos ou do Achas que Sabes Dançar (Conceição, Ricardo e Zé Diogo estão, inclusívé, melhores do que Miguel, Marina e César do concurso de dança da SIC). Apesar de algumas disparidade entre os comentários, apesar de algumas injustiças (muitas vezes resultado de gostos marcadamente pessoais), o júri tem cumprido e revelado um certo equílibrio.

Um apontamento negativo para a realização nas fases de castings, o pior do Portugal tem Talento, sem dúvida. Planos estranhos, edição de imagem um pouco duvidosa, uma realização que deixou muito a desejar. Tendo em conta o formato e o historial do programa lá fora, seria de esperar um pouco mais de cuidado neste aspecto. Já as galas têm tido uma realização bastante aceitável (a qualidade de imagem é que não é a melhor e o grafismo está aquém das espectativas).

Voltando às galas, as trêss primeiras emissões em directo tiveram um bom ritmo, apesar de a última já ter sido um pouco mais longa e ter-se notado alguns momentos de ‘enche chouriços pelo meio. Ainda assim, as actuações em palco têm tido uma preparação cénica e artistica de louvar. O que se destaca nestas galas é a diversidade de talentos, ora estamos a ver um grupo de maravilhosos ginastas, ora estamos a ouvir o beatboxer, logo a seguir vem o grupo de dança ou então aparece um rapaz a cantar. Um dos aspectos mais positivos deste formato.

Concluindo, para um programa que pouca promoção teve e que poucas expectativas teve à sua volta, esta primeira edição do Portugal tem Talento tem sido surpreendente (melhor adjectivo que caracteriza esta versão portuguesa do programa) e ao mesmo tempo cativante. Apesar de alguns aspectos a melhor, este programa chegou, viu, (surpreendeu, claro) e venceu! 16/20


A SEMANA QUE PASSOU


Conexão – RTP (6/20)

Se a semana passada critiquei a RTP por não apostar nas séries, esta semana venho criticar o público da RTP1. Conexão finalmente saiu da gaveta e a minissérie de 2 episódios foi emitida este fim-de-semana à noite. No Sábado, mesmo tendo sido emitida contra o final de Mar de Paixão e um episódio de Laços de Sangue (duas armas fortes das duas estações concorrentes), a série não merecia os 8% de share que registou. No dia seguinte andou à volta dos 14%, mas mesmo assim não foi além deste valor. Afinal, os telespectadores querem diversidade ou não? O que é que não resultou? O dia? O horário? Ou a culpa é mesmo da minissérie que não cativou o público?


Anjo Meu – TVI (16/20)

A novela estreou este Domingo e em termos audiométricos não adiantou muito à estação. Ainda assim, conseguiu uma boa marca e a história também tem muito para dar. Juntando ainda o facto de a novela se passar nos anos 80 e isto ser uma novidade nas novelas da TVI, Anjo Meu tem tudo para subir e tornar-se um sucesso.

A Família Mata – SIC (18/20)

A série ainda pode melhorar mas, para já, está muito boa. O episódio de Terça-feira, dia 15, foi formidável, o melhor até agora, com a luta pela herança, entre as personagens de Rita Blanco e Maria João Abreu, a ser o melhor da história. De resto, tem tido bons momentos de humor em português. Resta esperar que volte às 21:15, pois está visto que a começar mais tarde os resultados não são tão famosos.