Estreou oficialmente dia 8 de Março, na SIC, a nova situation comedy, vulgo sitcom, A Família Mata. Com antestreia no dia anterior, o novo espaço reservado ao humor na grelha da estação de Carnaxide tem uma duração de aproximadamente 30 minutos em prime-time.

Se era pretendida novidade, esse objectivo não foi atingido. O espectador mais atento sente, neste novo programa, um repescar das características transversais a qualquer projecto do género. Parte dos cenários são idênticos aos do antigo Não És Homem Não És Nada (RTP, 1999) enquadrando pequenas peripécias/intrigas familiares e profissionais que, aparentemente, não chamariam a atenção de um público habituado a novelas e a enredos já mais compostos.

O elenco prima pela qualidade apenas em 3 dos vários actores – José Pedro Gomes, Rita Blanco e Maria João Abreu. Ainda assim, deparamo-nos com uma Rita muito perto da Margarida Marques Lopes a quem dava vida em Conta-me Como Foi (RTP, 2010), e com uma Maria João Abreu quase igual a todas as personagens  bem humoradas  que tem interpretado ao longo da sua carreira [por exemplo, em Bons vizinhos,( TVI, 2002)].

Marco Horácio não surpreende, e Jorge Henriques revela grandes fragilidades enquanto actor.

Quanto a audiências, estas mostram o inicial sucesso da série. A emissão de estreia foi o programa mais visto do canal (com 10,7% de rating e 26.2% de share), alcançando ontem o seu resultado mínimo, de apenas 9,5 pontos de rating e 22,5% de share. Notemos que este novo projecto vem substituir os Malucos do Riso, cuja média registada pela audimetria rondava os 20% de share.

Com 75 episódios previstos, a adaptação da série espanhola La Família Mata terá emissões diárias (de segunda a sexta) durante quatro meses.

Em resumo, à pergunta “ O que acha da sitcom A Familia Mata?”, a minha resposta seria, indubitavelmente: “É mais uma”.