Nuno Malo está entre os premiados pela Associação Internacional de Críticos de Música para Cinema pela banda sonora original que compôs para Amália – O Filme. Distinguida a 25 de Fevereiro com o Prémio Compositor Revelação, a banda sonora do filme português de 2008 foi nomeada ainda para Melhor Banda Sonora Original num Filme Dramático.

O compositor de 33 anos, residente nos EUA, declarou a sua surpresa, mas também alegria por ver um filme de baixo orçamento e pouca expressão internacional ser galardoado ao lado de grandes produções. Nuno Malo acabou por vencer, na categoria Compositor Revelação, os franceses Daft Punk que assinaram a banda sonora de Tron: O Legado. A música de Amália – O Filme esteve ainda nomeada para Melhor Banda Sonora Original num filme Dramático ao lado de Cisne Negro e Karate Kid e ainda, dos dois maiores nomeados para os Óscares deste ano Indomável e o O Discurso de Rei, tendo sido este último o vencedor.

A nomeação e distinção de um filme com a visibilidade de Amália – O Filme é, para Nuno Malo, uma prova de como a qualidade da música está realmente a ser reconhecida. Para o rapaz que aos 14 anos foi estudar música e composição para ser especificamente compositor para cinema, estas nomeações são um “pequeno milagre”, como diz, e a possibilidade de novas portas se abrirem nesta indústria, uma vez que, após as nomeações foi convidado a integrar um novo projecto norte-americano.

No filme sobre uma das grandes divas do fado, composições de Nuno Malo como Bolas de Berlim (young Amália), Fruit Sailors ou Trashed Poem foram interpretadas pela Orquestra Sinfónica de Budapeste. Porém os trabalhos de Nuno Malo não ficam pelo Amália – O Filme. Escreveu a música para Contraluz, de Fernando Fragata (2010) e para Assalto ao Santa Maria, de Francisco Manso (2010). Também na música para publicidade Nuno Malo ganha destaque com as composições dos anúncios para a Sagres Bohemia, ou com a adaptação do tema He’s got the whole world in his hands para a campanha Está nas nossas mãos da EDP.