O Espalha-Factos terminou. Sabe mais aqui.
Luís Formiga_Subnutridos

Entrevista EF: Luís Formiga e o álbum “Subnutridos”

O cantautor Luís Formiga fala-nos sobre Subnutridos, o seu primeiro longa-duração, composto por doze músicas que define como “uma possível forma de aprendizagem“.

Troca os vês pelos bês, não fosse ele nascido em Águeda. Atualmente reside no Porto e além dos trabalhos de arte e design também se dedica à música. Lançou dois EPs – um homónimo em 2011 e Dois Depois no ano seguinte.

Subnutridos é o seu primeiro longa-duração, composto por 12 temas folk. Um registo mais complexo, com muitas estórias densas cantadas à guitarra e aqui e ali pontuadas por outros instrumentos de cordas.

O Espalha-Factos conversou com o cantautor sobre o disco, a arte e os subnutridos desta vida.

Espalha-Factos Como é que tudo começou?
Luís Formiga – Eu tinha passado por diversos projetos anteriormente, na maioria como baixista. Este surgiu essencialmente quando estive a viver em Itália. E tanto pelo isolamento como pela recém aproximação à guitarra, tive mais meios e senti maior necessidade de compor autonomamente.

EF – O que é que te move?
LF
– Acho que, intimamente, todos temos uma necessidade de justificar a nossa existência. A mim, a música surge como o meio mais visceral e natural de o fazer, acabando por funcionar como uma espécie de catarse e consequente processo de racionalização.

EF – Que diferenças fundamentais podemos encontrar entre os teus anteriores EPs e este longa duração?
LF – Os primeiros EPs constituíram uma fase de procura. Este novo álbum é mais esclarecido, aponta para uma abordagem mais crua e despojada, enaltecendo a parte lírica e as composições. Foi na sua maioria gravado ao vivo, e sem uso de muitas das técnicas de edição que poderiam comprometer a individualidade e encobrir as minhas fragilidades.

Subnutridos promo 3 1200

EF – Quem são os subnutridos?
LF – As histórias destas personagens “anónimas” que ilustram as canções giram em torno da ideia de que existe algo que lhes escapa, a necessidade não realizada. Mas tendo presente o entendimento de que sem frustração não há satisfação. Subnutridos é baseado numa teoria psicanalítica segundo a qual por desejarmos aquilo que nos falta, somos aquilo que nos falta.

Às vezes as músicas levam-nos; outras vezes, temos de as “carregar”.

EF – Trabalhas neste disco com muitos amigos que de alguma forma ajudam a completar o teu trabalho. Nomeadamente o artwork que o acompanha ajuda a contar as tuas histórias. No entanto, o disco é muito pessoal e muito intimista. Como se faz essa gestão?
LF – Penso que a música tem um peso. Às vezes as músicas levam-nos; outras vezes, temos de as “carregar”. Ter amigos (músicos) a colaborar nas minhas canções, pela proximidade que têm comigo e assim maior entendimento desse peso ou leveza, acaba por fazer com que a sua presença esteja em sintonia com a minha intenção inicial com este álbum. É daí que advém o seu possível intimismo.

EF – E a pergunta do milhão de euros: o que se segue?
LF – De momento estou a trabalhar num álbum novo e paralelamente numa história (A ópera de um homem só), que é uma peça que engloba texto, ilustração e música e retrata a relação de um indivíduo com a morte. Gostava também de ir para a estrada com o Subnutridos. Quando lancei o álbum não senti necessidade de o fazer, nessa altura apenas queria, ao editá-lo, fechar um ciclo.

Subnutridos está disponível para venda no iTunes e para streaming no Spotify.

http://luisformiga.bandcamp.com/
https://www.facebook.com/luisformigamusic
https://soundcloud.com/luisformiga

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