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O desastroso jogo da fome

Depois do estrondoso sucesso de Harry Potter e, mais tarde, Crepúsculo, The Hunger Games – Os Jogos da Fome tem causado uma epidemia quase febril no mundo da literatura. E enquanto este entusiasmo viral toma conta do público adolescente e adulto, a única coisa que eu pergunto é onde raio anda J. K. Rowling

Ambientado num mundo pós-apocalíptico, a história tem lugar no Capitólio, cidade central da nação de Panem, uma localidade organizada em treze distritos, definidos a partir de uma sequência numérica de 1 a 12. Alguns anos antes do começo da história, o distrito 13 tentou revoltar-se contra o sistema implementado, mas acabou por ser violentamente destruído pelo Capitólio. E, deste modo, para que jamais fosse esquecido o poder da cidade, o Capitólio criou a competição Os Jogos da Fome. Selecionadas aleatoriamente, duas pessoas de cada distrito são obrigadas, todos os anos, a competirem até à morte numa perigosa arena onde apenas uma delas poderá sobreviver.

Quando a sua irmã mais nova é escolhida para representar o distrito 12, Katniss Everdeen (Jennifer Lawrence) voluntaria-se para entrar nos Jogos, salvaguardando assim a vida da sua irmã. Agora, a jovem inicia uma das disputas mais importantes da sua vida, numa luta, literalmente, até à morte.

Há algo de terrivelmente estranho nesta história, e infelizmente no sentido negativo. O conceito de Suzanne Collins é irreverente, e terminasse a história nesta sinopse, poder-se-ia dizer que estávamos perante algo interessante (apesar de não original, uma vez que a narrativa é semelhante ao filme japonês Battle Royale). Infelizmente, ele continua, transformando-se num autêntico espetáculo de adolescentes com as hormonas aos saltos a tentarem matar-se uns aos outros.

Novamente, temos um romance que não tem ponta de sentido. Novamente, temos um filme cuja premissa assenta na violência, mas que passa o tempo inteiro a tentar escondê-la por detrás de falsos moralismos. Novamente, temos aquilo que promete ser um triângulo amoroso com uma versão um pouco maior de Taylor Lautner. Novamente, temos uma história que, honestamente, não passa de uma aborrecida versão de uma qualquer novela de adolescentes transposta para uma arena supostamente sanguinária.

Talvez seja por não ter lido os livros. Talvez seja porque não consegui captar a verdadeira essência da história. Talvez seja porque o filme seja efetivamente mau. Independentemente do que tenha acontecido, The Hunger Games – Os Jogos da Fome não me conseguiu convencer em nenhum momento. Uma pena, uma vez que poderia ter sido efetivamente um grande filme.

3.5/10

Ficha Técnica:

Título original: The Hunger Games

Realizado por:  Gary Ross

Argumento: Gary RossSuzanne Collins e Billy Ray, baseado no livro de Suzanne Collins

Elenco: Jennifer Lawrence, Josh Hutcherson, Elizabeth Banks, Liam Hemsworth, Woody Harrelson

Género: Ação, Drama

Duração: 142 minutos

  1. Li o primeiro livro da trilogia.

    É realmente um livro muito abaixo do nível dos da série Harry Potter. Os personagens de “Os Jogos da fome”, não convencem, e algumas partes da narrativa são de facto muito más. O conceito da história é estranho, e, basta reflectir um pouco para encontrar muitas incongruências nesse próprio conceito.

    Quanto aos “jogos” propriamente ditos, esperava muito mais. E, o aparecimento dos “mutantes” mesmo no fim dos Jogos foi o golpe final numa aventura que vacilava por todos os lados. Simplesmente ridículo.

    Do segundo volume, cheguei a meio. Depois arrumei o livro pois não suportava tanta banalidade e previsibilidade. Muito mau de facto.

    Resta-me o arrependimento de ter gasto dinheiro na trilogia. E eu, posso falar com algum à vontade, pois já li centenas de ficção científica e fantasia.

    A evitar

    M.

  2. Acho engraçado o facto de que quem escreveu esta crítica esteja a fazer juízos sobre o romance sem sequer o ter lido. Se com esse “sem ponta de sentido” podemos assumir que o crítico supôs que, por exemplo, a violência que está presente no filme está também presente no livro, então o crítico tem razão. Mas não tem razão ao desvalidá-la ao dizer que se esconde por detrás de “falsos moralismos”. A violência no romance não tenta sequer esconder-se. É um retrato cru da natureza humana, daquilo que temos de pior e daquilo que temos de melhor. Aliás, o seu fio condutor é o símbolo do Mockinjay, a esperança, a revolução. E as revoluções da nossa história mostram o que em nós há de bom e de mau. Por um lado a esperança da mudança, por outro a violência. Também é preciso que nos lembremos que a história tem como pano de fundo uma sociedade distópica. O triângulo amoroso em nada se assemelha ao do Twilight (tem as suas falhas, mas falhas muito diferentes) e adolescentes com as hormonas aos saltos não é certamente o modo mais acertado de descrever jovens a lutar pela sua sobrevivência. Concordo que o filme tenha sido um fracasso, mas irrita-me que o livro tenha de ser arrastado para essa caracterização de desculpa para violência sem sentido quando essa é uma simplificação quase escandalosa, principalmente quando vindo de alguém que não leu o livro.

  3. Uma crítica sem nenhum fundamento, o filme é excelente, não li o livro, mas o filme é mesmo muito bom, com algumas coisas bem peculiares, como a entrada dos tributos numa cena que lembra o filme “Ben Hur”, na luta entre as bigas, e a entrada triunfal de “Cleópatra” com a Elizabeth Taylor, além de ser óbvio o recurso aos “reality shows” tipo survivor, e de ser uma crítica direta a estes “reality shows”, que mudam de regra e beneficiam quem a audiência preferir ou os patrocinadores preferirem neste caso, conforme a audiência de um ou de outro participante assim o diz, e ser uma crítica a um governo centralizador, autoritário, castrador e que só previlegia os “ricos” e “poderosos”, relegando a população trabalhadora a ser meros escravos desta mesma “ditadura” do poder econômico e político estabelecido.

  4. Tudo aquilo que disse está completamente errado! Os Jogos da Fome não retratam violência apesar das mortes, mas sim daquilo que se pode fazer para ajudar os outros! E sim, ela finge tudo aquilo para salvar os dois, perceberia isso se tivesse lido o livro e mesmo sem ler conseguia-se perceber se se estivesse atento. Mais uma coisa, há triângulo amoroso sim mas a história não anda a volta de amor! Antes de fazer criticas deveria ver o filme atentamente, porque se o tivesse feito veria que os seus argumentos não são válidos…
    Um exemplo é a amizade de Katniss e Rue que apesar de estarem na arena vêm espaço para uma amizade, que nunca morreu. E até depois da morte de Rue, Katniss continua a fazer tudo por ela e perceberá isso também no segundo filme/livro.
    Digo-lhe que não gostei da sua critica, não teve sentido.

  5. Filme pééssimo, levantei na metade do filme no cinema e fui embora, fazia tempo q n via um filme tão ruim, pior q scoby doo – o filme hehe
    historinha sem sentido, sem profundidade, de chorar… coisas sem nexos…enfim…deu um sono

  6. Andei a pesquisar sobre este filme e depois de ter lido uma boa crítica num outro site deparo-me com isto. Felizmente a sua crítica «não me convenceu em nenhum momento» porque caso o tivesse feito a esta hora já teria desistido de ver o filme.

    Permita-me dizer apenas mais duas coisas já que disponibiliza este espaço de comentários. A primeira é que concordo com a opinião de “tchetcha”. A segunda é que achei muita falta de modéstia da sua parte ao escrever o que escreveu no seu último paragrafo.

    «Os Jogos da Fome não me conseguiu convencer em nenhum momento. Uma pena, uma vez que poderia ter sido efetivamente um grande filme.»
    Isto parece querer dizer que só porque não o convenceu a si, todo o poderoso e senhor, automaticamente nunca poderá vir a ser um grande filme!?! Ou fui eu que percebi mal… Se for o caso peço desculpa.

    Talvez um dos seus talvez esteja correctíssimo, pois eu ainda nem vi o filme e já estou a imaginar «a verdadeira essência da história» e o seu sentido critico e até mesmo a sátira que poderá ter nas entrelinhas. Claro que isso é apenas “visível” aos mais atentos.

    1. Olá Paulo 🙂 Quando me referi ao facto do filme não me ter convencido, em algum momento, não estou a estabelecer uma relação direta com o facto de este ser ou não um grande filme. Para mim, efetivamente Jogos da Fome não me agradou, e por isso, para mim, não foi um grande filme. Não quero com isso dizer que não o vá ser para muita gente. Se calhar o Paulo quando vir o filme vai ter uma opinião totalmente contrária, e achar que foi muito bom, ou até mesmo extraordinário. Muita gente tem sentido isso, aliás pelo que eu li nas críticas, a maior parte das pessoas rendeu-se completamente ao filme. Infelizmente, isso não aconteceu comigo, e foi apenas essa opinião que eu expressei 🙂

  7. A desastrosa tentativa da pseudo-crítica. Sem dúvida, uma das piores que alguma vez li. Há pessoas que deviam ter um pouquinho de vergonha 😛

  8. Confesso que este filme foi feito para os fãs, pois não estava muito contextualizado e realmente, quem não leu os livros, ficou um pouco “à nora”, o que acaba por cortar o interesse no filme.
    Mas a história não deve ser desvalorizada, pois é interessante e a forma como o filme foi feito cortou muito impacto que o livro causou. Mas não devemos esquecer que é uma adaptação de uma livro, portanto teve de ser adaptado e confesso, que de todas as adaptações que já vi, esta é sem dúvida a mais fiel. Mas para realmente disfrutar do núcleo e mensagem da história, recomendo a leitura do livro. Depois da leitura vai perceber que o triângulo amoroso, não existe porque não há espaço para pensar nisso, existem assuntos mais importantes a ter em conta e sem dúvida, disfrutará muito mais do filme se ler o livro. Quem lê o livro, fica mais “rico” e garanto que esta história trouxe um impacto positivo ao género de literatura infanto-juvenil, uma vez que leva as camadas mais jovens a adquirirem – do ponto de vista de uma adolescente, Katniss – conhecimentos importantes e convenientes sobre política, justiça, valores humanos, etc.
    Recomendo um ‘remake’ desta crítica, porque para criticar ou argumentar algo, é necessário ter conhecimento e entender o que se está a dizer, aspectos que, pessoalmente, penso que faltaram nesta crítica.

    1. Olá Diana 🙂 Em primeiro lugar, como disse na crítica, não tive oportunidade de ler os livros, e por isso mesmo a minha opinião é fundamentada na experiência que tive com o filme. Não descarto a hipótese de os livros serem mais enriquecedores, e se calhar se os lesse até me renderia à história. Todavia, com o filme isso não aconteceu. Talvez estejamos perante um daqueles casos em que este não é capaz de fazer passar ao público que não leu os livros a magia da história… No meu caso, infelizmente não consegui gostar do filme, e foi precisamente nisso que baseei a minha opinião. Mas irei ler os livros, que acabam sempre por ser superiores aos filmes nem que seja em termos de informação e de contextualização da história. E, quem sabe, talvez na segunda vez que for ver “The Hunger Games – Os Jogos da Fome” a minha experiência seja totalmente diferente 🙂 Obrigada pela opinião Diana 🙂

  9. Compreendo o quanto é chato não gostar de um filme, de um livro ou mesmo uma série de tv que toda a gente parece gostar. Já escrevi opiniões muito negativas de livros que ganharam prémios, simplesmente porque não gostei, pois não os compreendi, a mensagem passou-me completamente ao lado. O que não invalida que não sejam bons livros e por isso evito cair no erro de dizer “isto é mau” optando por dizer “não gostei”. Isto porque reconheço que não tenho a bagagem cultural e académica necessária para apontar de forma objectiva para algo e dizer se é bom ou mau.
    Acho que esta sua opinião é pobre, limitando-se a um resumo do filme, comparar ao Battle Royale como toda a gente fez (ninguém se lembra do “The Running Man”?) e dizer que o filme é mau porque tem adolescentes com as hormonas aos saltos. Podia ter mencionado aonde é que o elenco é mau e por isso o filme não resulta, porque é que a realização foi mal construída, as falhas encontradas no argumento ou mesmo a incapacidade em cativar o espectador a gostar dos personagens. Havia tanto para argumentar aonde é que o filme é mau e não merece todo o “hype” que está a receber. Vê? Acabei de argumentar porque é que acho que a sua opinião é pobre.
    Penso que os leitores do “Espalha-factos”, já habituados à boa qualidade de opiniões e informação, mereciam um pouco mais. Também acho que os fãs do filme mereciam ter tido espaço para contra-argumentar. Uma pena, porque com um título arrasador destes poderia ter sido uma grande opinião.

    1. Olá Tchetcha 🙂 Em primeiro lugar, gostaria de dizer que salienta um ponto extremamente importante: o facto de eu não ter gostado não invalida, de todo, a qualidade da história. Por isso mesmo, quando eu digo “isto é mau”, estou a referir-me à minha perspetiva, àquilo que eu senti, neste caso, durante Os Jogos da Fome. Talvez fosse mais apropriado dizer “não gostei”, mas a meu ver, e tratando-se de um artigo de opinião, as duas ideias não são assim tão contraditórias. Eu classifico o filme de mau segundo o meu julgamento, segundo aquilo que senti enquanto o experienciei, e logo tem o valor que tem. Não vai retirar jamais o crédito ao filme, pois apenas estou a mostrar uma única opinião sobre este. Outras pessoas que tenham analisado o filme poderão ter outra completamente diferente, e o próprio leitor tem a sua. Mas às vezes a língua portuguesa é traiçoeira, e a forma como nos expressamos pode ter interpretações diferentes de pessoa para pessoa 🙂 Mas realço que ao criticar negativamente o filme, e ao dizer que não foi um grande filme, digo-o apenas e só segundo a minha opinião.
      Relativamente à segunda parte do seu comentário, por razões de limitação de espaço, peguei nos pontos que achei mais cruciais para justificar o meu argumento. Em primeiro lugar, o romance. Pareceu-me desprovido de sentido: ela estava a fingir para ganhar a simpatia do público? Ela gostava mesmo dele? Não consegui perceber e, honestamente, acabou por me parecer algo artificial (pelo filme, realço, uma vez que logicamente a experiência com os livros poderá ser completamente distinta). Em segundo lugar, falei da violência. Para mim, ele era um aspeto crucial da história, contudo quando ele surge está sempre “disfarçado”. E se esta é uma arena onde se luta até à morte, não deveríamos ver mais sangue, mais crueldade, mais ação? Poder-se-ia argumentar que não é um filme só para adultos, e que por isso há que ter algum cuidado na forma como se trabalha a história. Pode ser verdade, contudo se estamos perante uma história destas, para mim faria sentido sim ver explorado o lado mais bárbaro do ser humano. Finalmente, falei ainda daquilo que me parecia ser um triângulo amoroso, baseando a minha perspetiva nos planos sobre o Gale quando este vê o beijo da Katniss e do Peeta na televisão, e quando os vê a chegarem juntos no final do jogo. E, para mim, a sensação de que a história poderia tomar esse rumo desmotivou-me.
      Poderia ter falado de outras coisas, é verdade, assim como poderia ter explorado melhor os pontos que foquei. Mas existe uma limitação de espaço, uma vez que a atenção dada aos textos no online é muitas das vezes escassa. E, por isso mesmo, optei por focar-me nos pontos que achei fundamentais. Mas como tudo na vida, estamos sempre a aprender, e eu não sou, de todo, uma profissional experiente na área, nem tão pouco me quero fazer passar por isso. Por isso mesmo agradeço o seu comentário, pois é através da crítica que aprendemos a melhorar 🙂

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